A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) afirmou neste domingo 15 que “errou no tom” ao responder ao rapper Oruam em rede social. O comentário original, em que a parlamentar aconselhava o artista a fazer “revolução com o pé no chão” e a integrar a “organização coletiva”, gerou críticas após a repercussão negativa.
O comentário foi feito depois que Oruam questionou o que poderia fazer diante da morte de Herus Guimarães Mendes da Conceição, jovem atingido por tiro durante operação policial no morro Santo Amaro, no Rio de Janeiro, no início do mês.
Seguidores criticaram a parlamentar por interagir com o artista, que já foi acusado de homofobia, é filho de Marcinho VP, apontado como líder da facção Comando Vermelho, e tem tatuagem de Elias Maluco, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes.
Em vídeo de retratação, Érika Hilton declarou: “Desconhecia completamente todas as problemáticas e complexidades que existiam em torno dele. A minha interação com ele, em momento algum, serviu para apoiar, endossar, legitimar ou inocentá-lo de qualquer posição, ou comportamento que ele venha a ter”.
A deputada também disse que os ataques recebidos foram parte de um “movimento orquestrado que encontra cúmplices até mesmo entre os oprimidos”, feito por “mal intencionadas”. “Usaram disso para dizer que eu estava defendendo um criminoso, que estavam pactuando com o Oruam e pior, conseguiram construir uma narrativa ridícula de que eu odeio gays brancas”, afirmou.