Saúde
img-1718

A presença de refrigerantes, salgadinhos e doces no ambiente escolar vai além de um hábito cotidiano. Dados de um novo estudo mostram que o que é vendido nas escolas pode influenciar diretamente a alimentação dos adolescentes.

Pelo menos é isso o que mostra o trabalho de pesquisadores da USP e da Universidade Federal de Uberlândia: estudantes de capitais com regras claras para a venda de alimentos nas escolas consomem menos ultraprocessados do que aqueles que estudam em locais sem esse tipo de regulamentação.

A pesquisa analisou informações de mais de 81 mil adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, matriculados em escolas públicas e privadas de todas as capitais brasileiras.
 
Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2019, realizada pelo IBGE, e foram cruzados com um levantamento detalhado das normas estaduais e municipais que, até aquele ano, regulavam a venda de alimentos e bebidas nas escolas.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores trabalharam com dois conjuntos principais de informações. De um lado, mapearam leis, decretos, portarias e resoluções que tratam da comercialização de alimentos em escolas, identificando quais capitais tinham normas em vigor e a quem elas se aplicavam.

De outro, usaram os dados da PeNSE, uma pesquisa que reúne tanto respostas de diretores e responsáveis pelas escolas — informando, por exemplo, se havia cantina e quais produtos eram vendidos — quanto relatos dos próprios estudantes sobre o que haviam consumido no dia anterior.

A partir dessas informações, foi possível então observar um padrão.

Adolescentes que estudavam em escolas cobertas por normas que regulam a venda de alimentos apresentaram um consumo menor de ultraprocessados.

Já entre aqueles que frequentavam escolas onde as cantinas ofereciam maior variedade desses produtos, o consumo tendia a ser mais elevado.

Essa associação permaneceu mesmo após os ajustes por fatores como idade, sexo, escolaridade da mãe, tipo de escola, renda e região do país.

Os alimentos classificados como ultraprocessados incluem itens como refrigerantes, sucos industrializados, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, doces, sorvetes, embutidos e macarrão instantâneo.

Estudos anteriores já mostravam inclusive que esses produtos ocupam uma parcela significativa da dieta dos adolescentes no Brasil, o que preocupa especialistas por estarem associados a doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade e diabetes tipo 2.

G1
0 Comentários
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Receba todas as noticias em seu WhatsApp

Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"