
Netanyahu também reafirmou que não aceitará um Estado Palestino e criticou 'onda de reconhecimentos' por parte de países ocidentais. Maioria das comitivas que estavam no plenário, como a do Brasil, se retirou antes do discurso como protesto.
Sob protestos dentro e fora da ONU, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (26), durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que seu país seguirá atacando a Faixa de Gaza até que "termine o trabalho" no território palestino.
Em uma fala desafiadora, Netanyahu criticou a pressão crescente da comunidade internacional sobre Israel, rejeitou um Estado Palestino, negou que seu Exército esteja matando civis ou causando fome em Gaza e afirmou que está "lutando uma batalha" pelo Ocidente.
Netanyahu entrou no plenário da ONU sob vaias, e a maioria das comitivas se retirou antes mesmo de ele começar a falar, como gesto de repúdio (veja no vídeo acima). A comitiva do Brasil também deixou o local, como ocorreu no ano passado.
Ficaram no plenário apenas as delegações dos seguintes países: Estados Unidos, Reino Unido, Noruega, França, Itália, Espanha, Finlândia e Suíça, além de uma comitiva da União Europeia. Ao longo do discurso, houve aplausos por parte de pessoas que estavam na plateia, local reservado a convidados dos países membros da ONU.