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Alan Greenspan, economista que comandou o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) por cinco mandatos consecutivos e conduziu a política monetária do país sob quatro presidentes, morreu aos 100 anos. A informação foi divulgada pela NBC News nesta segunda-feira (22).

Segundo sua esposa, a jornalista Andrea Mitchell, Greenspan morreu em casa em decorrência de complicações da doença de Parkinson. Os dois eram casados havia 29 anos.

“Alan faleceu em nossa casa esta manhã, aos 100 anos de idade, devido a complicações da doença de Parkinson”, afirmou Mitchell em comunicado.

“Ele era um gigante que ajudou a moldar a economia dos EUA por décadas, sob presidentes de ambos os partidos, mas sempre foi honesto ao reconhecer seus erros”, disse ela.

“Para mim, ele era meu marido, que moldou minha vida desde o nosso primeiro encontro em 1984. Ele tinha uma paixão desmedida por beisebol, pelo Washington Commanders, tênis, golfe e música, especialmente jazz”, acrescentou Mitchell. “Ele será lembrado por sua inteligência e sua bondade. Ser sua companheira de vida foi a maior alegria da minha vida.”
 
Nascido em 6 de março de 1926, no bairro de Washington Heights, em Nova York, Alan Greenspan construiu uma das trajetórias mais influentes da história da política monetária dos Estados Unidos, tornando-se uma das principais referências da economia americana no século XX e início do XXI.
 
Formado em economia pela Universidade de Nova York, onde concluiu graduação e mestrado, iniciou a carreira no setor privado como consultor econômico, ganhando espaço no mercado financeiro ainda jovem.

Também chegou a iniciar doutorado na Universidade de Columbia, sob orientação de Arthur F. Burns, futuro presidente do Federal Reserve, mas acabou direcionando sua atuação para a consultoria e o setor privado.

Na década de 1950, aproximou-se do debate intelectual ao se conectar com a escritora Ayn Rand, cuja defesa do livre mercado e do individualismo influenciou parte de sua visão econômica.

Em 1968, já consolidado como consultor, participou da campanha presidencial de Richard Nixon e, posteriormente, integrou o governo de Gerald Ford como chefe do Conselho de Assessores Econômicos, contribuindo para políticas econômicas em um período marcado por inflação elevada nos Estados Unidos.

Comando do Federal Reserve
 
Após retornar ao setor privado no fim dos anos 1970, foi nomeado em 1987 pelo presidente Ronald Reagan para comandar o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.

Permaneceu no cargo por quase duas décadas, atravessando cinco mandatos consecutivos e quatro administrações presidenciais — Ronald Reagan, George H. W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush — o que o tornou um dos dirigentes mais duradouros da instituição.
 
À frente do Fed, teve papel central na condução da política monetária em momentos de alta volatilidade, como o crash das bolsas em 1987, a forte expansão econômica dos anos 1990, o avanço da globalização e da economia digital, o estouro da bolha das empresas de tecnologia e os impactos econômicos dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Sua gestão ficou associada a um período de crescimento sustentado e estabilidade macroeconômica, mas também ao fortalecimento da confiança na autorregulação dos mercados financeiros.

Essa abordagem passou a ser amplamente questionada após a crise financeira global de 2007-2008.

Investigações posteriores e análises de especialistas apontaram que a defesa da desregulamentação e a tolerância a instrumentos financeiros mais arriscados teriam contribuído para a formação do ambiente que levou ao colapso do sistema imobiliário e financeiro dos Estados Unidos.

Ainda assim, Greenspan permaneceu como uma das figuras mais influentes da história econômica contemporânea.

Após deixar o Fed em 2006, dedicou-se à consultoria privada e à produção de livros, mantendo presença no debate econômico internacional por muitos anos.

Defesa pela independência do banco central
 
Mais recentemente, em meio a discussões sobre a independência do Federal Reserve e tentativas de interferência política no banco central dos Estados Unidos, Greenspan foi um dos ex-presidentes da instituição que assinaram uma carta em defesa da autonomia do órgão.
 
O documento pedia que a Justiça mantivesse a governadora Lisa Cook no cargo enquanto a legalidade de sua eventual destituição era analisada, alertando para riscos à credibilidade do Fed e à estabilidade econômica.
Entre os signatários estavam também ex-dirigentes como Janet Yellen e Ben Bernanke, além de ex-secretários do Tesouro como Henry Paulson, Timothy Geithner e Lawrence Summers.

No texto, os economistas afirmaram que preservar a independência do banco central era essencial para evitar danos à economia americana. O episódio ocorreu em meio a debates recorrentes sobre a autonomia do Fed e reforçou o arcabouço institucional criado para proteger a autoridade monetária de interferências políticas desde sua fundação em 1913.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"