Policial
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O comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar deve se abster de instaurar inquérito policial militar para apurar as mortes de duas pessoas, em ação policial ocorrida na última sexta-feira (18) no bairro de Mãe Luiza, na zona Leste de Natal. Isso é o que objetiva uma recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), publicada na edição desta terça-feira (22) do Diário Oficial do Estado (DOE). O documento também recomenda que a PM encaminhe qualquer documento e informação que possua sobre o fato à 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ª DHPP) de Natal, que investiga o caso.

O promotor Wendell Beetoven Ribeiro Agra, que subscreve a recomendação, registrou que crimes dolosos contra a vida de civis são de competência do tribunal do júri, na Justiça Comum. Assim, segundo ele, não cabe às instituições militares a investigação preliminar desses casos. O documento tem como base sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), da qual o Brasil é signatário, no caso “Antônio Tavares Pereira e outros vs. Brasil”.

A Corte considerou que a aplicação da jurisdição militar para investigar e julgar a morte de uma vítima civil violou a Convenção Americana. A decisão entende que a jurisdição penal militar não é o foro apropriado para investigar violações de direitos humanos. A Corte IDH enfatizou que as investigações devem ser independentes dos funcionários envolvidos no incidente. Segundo o MPRN, a Polícia Militar não tem, portanto, competência para investigar delitos supostamente cometidos contra civis. Sendo assim, o inquérito policial deve ser instaurado pela Polícia Civil nestes casos.

Procurada pela reportagem da TIBUNA DO NORTE, a Polícia Militar ainda não se pronunciou sobre o caso. O Comando do 1º Batalhão da Polícia Militar deverá informar ao MPRN, no prazo de 5 dias, se acatará a recomendação. A manutenção de conduta em desacordo com a recomendação pode levar ao ajuizamento de ações pertinentes.

Nessa segunda-feira (21), a Polícia Militar informou, por meio de nota, que instaurou Inquérito Policial Militar e afastou preventivamente os policiais envolvidos na ação. Ao todo, foram seis agentes. Além disso, um inquérito na Polícia Civil também foi instaurado, sendo conduzido paralelamente ao processo investigativo da PMRN.

O caso

A ação policial que culminou na morte de Adson Wyohandson Rodrigues de Souza e Janderson da Silva Nunes ocorreu na última sexta-feira (18), em Mãe Luiza, bairro da zona Leste de Natal. O caso ganhou repercussão após um vídeo ser divulgado nas redes sociais, que mostraria um policial efetuando disparos à queima-roupa contra uma das vítimas. O homem estava rendido de joelhos e desarmado.

A Polícia Militar do RN confirmou, nesta terça-feira (22), que o vídeo em que mostra a ação vai passar por uma perícia do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep-RN).

 

Tribuna do Norte
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"