Acidente
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Bad Bunny fez seu primeiro show no Brasil nesta sexta-feira (20) no auge da carreira. Após cantar no Super Bowl e ganhar o Grammy de Melhor Álbum, o porto-riquenho de 31 anos levou ao Allianz Parque a turnê "DeBÍ TiRAR MáS FOToS", uma nostálgica carta de amor a Porto Rico, contra a gentrificação e a influência estrangeira. Ele volta ao estádio em São Paulo neste sábado, também com ingressos esgotados.

“Não sabia o que esperar, não sabia que teria tanta gente linda aqui”, disse em espanhol, no começo, logo antes de seu violonista tocar uma versão instrumental de “Garota de Ipanema”. Depois deu seu recado em português: “Estou muito feliz. Finalmente realizei meu sonho de visitar o Brasil. Obrigado por isso.”
 
A estrutura foge da pirotecnia óbvia dos megashows. Além do rapper, é a plateia e a qualidade das imagens no telão, com ótima captação e direção, que sustentam o show.

A apresentação é dividida em atos bem marcados, sem tantas surpresas. Até o recurso comum em turnês de outros popstars está lá: Bad Bunny reserva um espaço do setlist para uma faixa exclusiva em cada show. No finalzinho da segunda parte, canta “Vete”.
O show começa e termina no palco principal, mas perde um pouco seu prumo com a sequência de músicas na “Casita”. Essa estrutura secundária é ótima na teoria, uma varanda de casa porto-riquenha, onde Bad Bunny recria uma festa de rua intimista, vestido com um uniforme completo da seleção brasileira bicampeã mundial, o uniforme da Copa de 1962.
 
É o momento da sequência mais dançante, com hits como "Yo Perreo Sola" e "Tití Me Preguntó". O momento de balada gigante traz consigo certa controvérsia. Quem não guarda lugar na grade para ver essa parte de perto mal consegue enxergar o que acontece na primeira metade. A maioria tem que ver pelo telão, porque o palco da tal casinha é baixo. Só quando ele sobe a escada e vai para o teto é que as coisas melhoram.
 

Outra questão: se o cantor busca fazer uma festa no fundo da pista para democratizar o acesso ao seu show, por que a casinha se parece tanto com uma área super vip? Ok, há fãs ali entre as pessoas que dançam na balada da “casita”, mas o espaço parece dominado por famosos e quase famosos. Seria um baile inesquecível de perreo ou uma pool party em Balneário Camboriú?
 
Fora da casinha, os arranjos têm uma quentura de som feito ao vivo que ajuda a dar nova cara às canções da primeira parte. Ele tem a companhia de 17 músicos, incluindo um sexteto de sopro e um quarteto de vocalistas de apoio. Na casinha, o som só fica mais encorpado e bem equalizado na metade final de set, que inclui ainda uma versão sem o cantor para “Mas que nada”, de Sergio Mendes.

 

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"