Mundo
captura-de-tela-2024-09-07-123202

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou à Argentina a decisão de deixar a custódia da embaixada do país na Venezuela. A gestão da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, também foi informada.

A pedido do presidente argentino, Javier Milei, o Brasil assumiu a representação diplomática da Argentina na Venezuela em agosto de 2024, após o então presidente venezuelano Nicolás Maduro expulsar os diplomatas argentinos do país.

À época, o Itamaraty informou que assumiria a representação dos interesses de cidadãos argentinos no território venezuelano e que seria feita pela Embaixada do Brasil em Caracas.

"O Governo da República Bolivariana da Venezuela e o Governo da República Federativa do Brasil informam que chegaram a acordo para que a custódia dos locais das Missões Diplomáticas da República Argentina e da República do Peru, incluindo seus bens e arquivos, bem como a representação de seus interesses e de seus nacionais em território venezuelano, sejam representadas, a partir de 5 de agosto de 2024, pela Embaixada da República Federativa do Brasil em Caracas", dizia a nota conjunta de agosto de 2024.

Alegações

Fontes da diplomacia ouvidas pela reportagem avaliam que o Brasil “já fez a sua parte” e destacam o esforço para garantir a integridade dos assessores de María Corina Machado — uma prioridade que se tornou um tema de grande sensibilidade na relação com Caracas até maio do ano passado.

Também ressaltam que o Brasil defendeu a “inviolabilidade da residência da Argentina” enquanto esteve à frente da representação dos interesses do país na Venezuela.

“Defendemos a inviolabilidade da residência e asseguramos o atendimento às necessidades básicas dessas pessoas por mais de nove meses, com gestões quase diárias. A oposição venezuelana reconheceu o nosso compromisso e o nosso esforço”, afirmaram fontes da diplomacia.

Situação da Venezuela

A reportagem apurou que a decisão do governo brasileiro ocorreu após a mudança do cenário do país, após a intervenção dos Estados Unidos, criando melhores condições para a substituição.

No dia 3 de janeiro, a Venezuela acordou sob o impacto de uma operação dos Estados Unidos que resultou no sequestro do ditador Nicolás Maduro. Uma semana depois, o país tem uma nova liderança, que tem cedido à pressão norte-americana enquanto amplia a repressão interna.

Contexto: A operação norte-americana ocorreu após meses de tensões entre Estados Unidos e Venezuela. A movimentação militar começou ainda em agosto, sob a justificativa do combate ao tráfico internacional de drogas.

- Naquele mês, os EUA dobraram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão Maduro.

- O então ditador venezuelano era acusado de chefiar uma suposta organização criminosa conhecida como Cartel de los Soles, que atuaria no narcotráfico.

- Nos meses seguintes, militares norte-americanos atacaram mais de 30 embarcações que, segundo o governo, transportavam drogas da América do Sul para os EUA.

- Trump também passou a ameaçar ataques terrestres contra a Venezuela. Ele chegou a conversar por telefone com Maduro, mas nenhum acordo foi fechado.
 

G1
0 Comentários
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Receba todas as noticias em seu WhatsApp

Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"