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"Repressão", "medo", "incerteza", "angústia": essas foram as palavras mais repetidas pelos venezuelanos que conversaram com o g1 nos dias que se seguiram à captura do ditador deposto Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Com o regime chavista ainda no poder - a vice-presidente, Delcy Rodríguez, tomou posse como presidente interina -, os venezuelanos seguem apreensivos para expressar publicamente qualquer opinião.

Vários deles preferiram não dar declarações, mesmo com anonimato garantido, por medo de retaliações. Os três que aceitaram falar pediram para ter a identidade preservada. Para manter o sigilo, o g1 usou nomes fictícios nesta reportagem.

Contexto: No sábado (3), logo após a prisão de Maduro pelas forças americanas, o governo venezuelano emitiu um decreto ordenando que a polícia investigasse e prendesse qualquer pessoa que estivesse envolvida "na promoção ou apoio ao ataque armado dos Estados Unidos".

'Vou apagar imediatamente'
 
Os venezuelanos ouvidos pela reportagem demostraram um medo generalizado da repressão e relataram que o governo passou a fiscalizar os celulares dos cidadãos nas ruas.

"As pessoas não podem ter nada contra o governo... Mensagens, figurinhas, vídeos que demonstrem a 'celebração' da captura de Maduro. Gostaria muito de poder te ajudar, mas há muita perseguição. Somos presos por tudo e por nada", lamenta Maria (*nome fictício) .
 
Por causa da fiscalização policial, todos apagaram o histórico de mensagens do celular logo após falar com o g1. "Já salvou o que falamos? Vou apagar o chat imediatamente", pediu um deles.

O medo de dar entrevistas e de falar sobre a situação do país também foi externado pelos venezuelanos. "Não acredito que uma pessoa que viva na Venezuela possa te responder essas perguntas", afirma José (*nome fictício) ao ser questionado sobre o cenário atual.

'Uma tensa calma'
 
O sentimento na capital Caracas é de "uma tensa calma", afirmou Maria*. Segundo ela, nos dias seguintes à operação militar dos EUA, as ruas estavam mais desertas, os comércios fecharam mais cedo e não havia transporte público suficiente.

Para José (*nome fictício), aos poucos, as rotinas estão sendo retomadas, mas permanece o "estado de preocupação e expectativa".

Bloqueios também vêm sendo feitos no centro da cidade para as marchas diárias organizadas pelo partido governista para pedir pela liberdade de Maduro e sua mulher, Cilia Flores.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"