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A Prefeitura de Rio do Fogo anunciou o 1º Torneio de Caça ao Peixe-Leão, iniciativa que pretende estimular o controle da espécie invasora no litoral potiguar por meio da pesca artesanal. A competição distribuirá R$ 3,5 mil em prêmios.

A participação será condicionada a uma capacitação obrigatória, marcada para o dia 10 de agosto. De acordo com a Prefeitura, o torneio pretende reunir ações de preservação ambiental e conscientização sobre os impactos provocados pelo peixe-leão.

A espécie representa uma ameaça à biodiversidade marinha por não possuir predadores naturais na costa brasileira e se reproduzir rapidamente.
 
Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) reforça a preocupação.

A pesquisa concluiu que a invasão do peixe-leão no litoral do Rio Grande do Norte representa "uma ameaça iminente e significativa à biodiversidade marinha local, impactando os ecossistemas marinhos e a economia pesqueira".

O trabalho analisou exemplares coletados entre 2022 e 2024 por pescadores parceiros em municípios da Costa Branca, principalmente Areia Branca, Porto do Mangue e Macau.

Os pesquisadores verificaram que a espécie apresenta uma taxa de crescimento semelhante à observada em outras regiões invadidas, o que pode indicar que a costa potiguar oferece condições favoráveis para estabelecimento e dispersão.

O torneio
 
A capacitação obrigatória para os participantes será realizada em 10 de agosto, às 9h, na Colônia Z-3, em Rio do Fogo.

A competição distribuirá R$ 3,5 mil em premiações, sendo:
 

1º lugar: R$ 2 mil;
2º lugar: R$ 1 mil;
3º lugar: R$ 500;
Brindes para participantes.
 
A principal regra da disputa é simples: vence o barco que capturar o maior número de peixes-leão.

Ameaça para o meio ambiente

A presença da espécie no litoral brasileiro é considerada preocupante porque os peixes-leão não têm predadores naturais aqui, podendo se reproduzir de forma acelerada;
Ao mesmo tempo, podem se alimentar de espécies endêmicas, ou seja, que só ocorrem na costa brasileira, ameaçando a existência delas e causando desequilíbrio ecológico;
Em Fernando de Noronha, após analisar o conteúdo do estômago de peixes-leão, pesquisadores constataram que o peixe-leão tem se alimentado de outros peixes do arquipélago e se reproduzindo na região;
A espécie é predatória e pode consumir até 20 peixes em apenas 30 minutos;
Além disso, se reproduz rapidamente e consegue colocar até 30 mil ovos de uma vez;
Normalmente esses animais estão concentrados em águas mais profundas, mas há uma tendência de migrarem para regiões rasas;

Para os seres humanos, os peixes-leão são perigosos porque têm espinhos que contêm uma toxina que pode causar reações como vermelhidão, febre e até convulsões.

G1 RN
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"