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A cerca de sete meses da eleição, as negociações para formação de chapas estão a todo vapor. No governo, Lula e o PT tentam atrair o apoio de partidos mais ao centro. Se não em uma coligação, ao menos para que haja neutralidade na disputa presidencial e liberdade na formação de palanques estaduais.

Na oposição, Flávio Bolsonaro e o PL buscam repetir alianças que deram sustentação ao governo de Jair Bolsonaro. O PP é peça-chave, mas Ciro Nogueira, presidente do partido e ministro da Casa Civil do ex-presidente, reuniu-se com Lula recentemente e pode se aliar ao PT em disputas regionais que considera estratégicas.
 
O partido se juntou ao União Brasil para criar uma federação que soma a maior bancada da Câmara e mais de 1,3 mil prefeitos. Mas esse acordo ainda não tem registro na Justiça Eleitoral. Se ou quando isso acontecer, os dois partidos terão que obrigatoriamente caminhar juntos na eleição, o que torna as negociações ainda mais complexas.

Para este ano, os partidos negociam chapas da eleição presidencial e também nos estados. Neste último caso, para definir os candidatos a governador e senador. A eleição do Senado é considerada central porque colocará em disputa 54 das 81 cadeiras.

Como os partidos podem firmar alianças na eleição
 
Partidos podem disputar eleições e governar sozinhos, mas geralmente se aliam a outros. A lei eleitoral prevê dois tipos de arranjo: a coligação e a federação, ais recente, criada em 2021.

Cada modelo inclui regras, abrangência e consequências diferentes. Fora de critérios definidos pela lei, o apoio informal pode acontecer.

O que é a coligação eleitoral
 
Na coligação, dois ou mais partidos se juntam para atuar como se fossem um só durante a eleição. É uma configuração temporária e vale para disputas de cargos majoritários (prefeito, governador, senador e presidente). Não há coligações para eleições proporcionais (vereador, deputado federal e estadual).
 
Nesse modelo, os partidos somam recursos para financiar campanhas políticas e o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV.

Veja as regras para a coligação:

deve ser formalizada durante as convenções partidárias, entre julho e agosto;
vale apenas para a eleição daquele ano;
pode ser firmada para eleições municipais, estaduais e nacionais;

partidos somam fundo eleitoral e tempo de rádio e TV.
 
Após a eleição, a coligação deixa de existir. Os partidos podem continuar aliados ou seguir caminhos diferentes.

Em 2022, o presidente Lula foi eleito em uma coligação com nove partidos: PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede, Solidariedade, Avante e Agir. Depois da eleição, outros partidos passaram a integrar o governo, com a indicação de ministros, incluindo União Brasil e PP.

Já Bolsonaro foi o candidato do PL em aliança com PP e Republicanos. Naquele ano, o MDB lançou a candidatura de Simone Tebet numa coligação com PSDB, Cidadania e Podemos.

Como funciona a federação de partidos
 
A federação também reúne dois ou mais partidos, mas a diferença está na duração e no alcance do acordo. Numa federação, as siglas atuam juntas no período eleitoral e também fora dele.

Na prática, a federação funciona como uma união mais ampla e duradoura. As regras:

deve ser formalizada e aprovada pela Justiça Eleitoral até seis meses antes da eleição — neste ano, o prazo termina em 4 de abril;
tem duração mínima de quatro anos, dentro ou fora do período eleitoral;
partidos devem atuar como um só bloco em todo o país;
partidos somam fundo eleitoral e tempo de rádio e TV;
obriga os partidos a lançarem os mesmos candidatos aos cargos majoritários (presidente, governador e senadores) e proporcionais (deputados federais e estaduais);

parlamentares eleitos atuam de forma conjunta enquanto a federação estiver ativa.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"