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As Forças Armadas dos EUA vão retirar o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, do Oriente Médio. Envolvido na guerra contra o Irã, o navio estaria danificado e deverá passar por reparos.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (29) pelo jornal "The Washington Post". A embarcação está no mar há 10 meses e conta com 4,5 mil marinheiros.

Segundo a reportagem, a retirada do porta-aviões representa uma perda significativa de poder de fogo, enquanto as negociações de paz entre EUA e Irã estão estagnadas.

Não está claro quando a embarcação vai iniciar o retorno e chegar aos EUA, segundo o jornal.

Incêndio a bordo
 
O Gerald Ford é um dos três porta-aviões americanos que estão no Oriente Médio no momento, junto com o George H.W. Bush e o Abraham Lincoln. Em março, foi noticiado que um incêndio danificou seriamente as instalações a bordo.

Em novembro de 2025, o Gerald Ford já havia sido enviado para o Caribe para pressionar a Venezuela, então comandada por Nicolás Maduro.

O USS Gerald R. Ford é o maior, mais letal e adaptável porta-aviões do mundo, além de ser o mais moderno e tecnologicamente avançado dos EUA, segundo a Marinha americana.

Incluído ao arsenal americano em 2017, o porta-aviões tem capacidade para abrigar até 90 aeronaves entre caças e helicópteros.

Ele dispõe de uma pista para pousos e decolagens com área equivalente ao triplo do gramado do Maracanã.
O grupo de ataque do porta-aviões inclui esquadrões de caças F-18, helicópteros militares, além de três destróieres — o USS Mahan, USS Bainbridge e USS Winston Churchill.
 
Batizado em homenagem ao ex-presidente Gerald Ford, que governou os EUA entre 1974 e 1977, o porta-aviões é considerado o principal ativo da Marinha para projeção de poder, dissuasão e controle do mar.

No entanto, o incêndio e uma série de falhas técnicas, incluindo problemas nos banheiros, obrigou o Estado-Maior a recolher o navio.

A Marinha americana alega que o incêndio não teve relação com os combates. Ele teria começado na lavanderia e ferido dois marinheiros.

Banheiros entupidos
 
O navio também enfrenta problemas nas instalações sanitárias. A imprensa americana relata ralos entupidos e longas filas nos banheiros.

O problema não é novo. De acordo com um relatório governamental de 2020, os ralos entopem "inesperadamente e com frequência" e exigem limpeza regular, com custo de US$ 400 mil por procedimento.

A Marinha dos EUA reconheceu essas dificuldades, mas afirmou que "os incidentes de entupimento de ralos são resolvidos rapidamente por pessoal treinado em solução de problemas e engenharia, com tempo de inatividade mínimo".

O senador Mark Warner, vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado, criticou o longo período de serviço do navio na terça-feira.

"O USS Ford e sua tripulação foram levados ao limite após quase um ano no mar e estão pagando o preço pelas decisões militares imprudentes do presidente Donald Trump", disse ele em um comunicado.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"