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Em um evento, o presidente Lula disse que as emendas parlamentares sequestram o Orçamento da União. Deputados e senadores votaram nesta quinta-feira (4) a Lei de Diretrizes Orçamentárias e estabeleceram o pagamento de R$ 13 bilhões em emendas obrigatórias no primeiro semestre de 2026.

O governo federal enviou o texto da LDO em abril. Ela estabelece as orientações e regras que vão nortear a elaboração do Orçamento de 2026. O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias só andou depois de uma longa negociação entre o governo federal e o relator do Orçamento, o deputado Gervásio Maia, do PSB. A LDO deveria ter sido votada em julho. O acordo beneficia todos os parlamentares, estabelecendo um calendário para pagamento de emendas antes das eleições de 2026. 

Pelo texto aprovado nesta quinta-feira (4), até junho de 2026, o governo terá que pagar 65% do valor previsto no Orçamento para as chamadas emendas PIX e também para emendas individuais e de bancada. Essas emendas têm execução obrigatória, mas o fluxo de pagamento varia de acordo com a liberação do Executivo. Segundo o relator, o valor pago durante o primeiro semestre pode chegar a R$ 13 bilhões.
 
O volume obrigatório de emendas tem sido criticado pelo presidente Lula. Nesta quinta-feira (4), o presidente classificou as emendas impositivas como um erro grave:

"Vocês acham que nós do governo temos algum problema contra o Congresso Nacional? A gente não tem. Eu sinceramente não concordo com as emendas impositivas. Eu acho que o fato do Congresso Nacional sequestrar 50% do Orçamento da União é um grave erro histórico. Eu acho. Mas você só vai acabar com isso quando você mudar as pessoas que governam, que aprovaram isso”.

Além do calendário de liberação das emendas, a Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada nesta quinta-feira (4) estabelece outras regras para 2026. A meta do governo será de um superávit de R$ 34,3 bilhões. Como o arcabouço fiscal, regra de controle das contas públicas, estabelece um intervalo de tolerância para a meta de 0,25% do Produto Interno Bruto, o resultado final em 2026 poderá variar entre um déficit zero e um superávit de mais de R$ 68 bilhões. O texto definiu que o governo poderá adotar o piso como referência para o contingenciamento de despesas. Na prática, significa que o governo pode congelar um volume menor de gastos para cumprir a meta do próximo ano.
 
O relator retirou até R$ 10 bilhões do cálculo da meta das estatais não dependentes. A medida valerá para os gastos de estatais que tiverem planos de reequilíbrio econômico-financeiro, atendendo ao esforço do governo para socorrer os Correios.

Os parlamentares também aprovaram uma mudança no cálculo de correção dos valores do fundo partidário, o que levou a um aumento de cerca de R$ 150 milhões. O fundo pode passar de R$ 1,5 bilhão em 2026.
O Congresso aprovou o projeto de forma simbólica. O plenário estava vazio porque a votação poderia também ser remota. Agora, o texto segue para sanção pelo presidente Lula.

Jornal Nacional
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"