
No Brasil, o consumo nos lares brasileiros registrou alta de 4% em julho de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo levantamento recente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No Rio Grande do Norte, essa alta foi percebida pelo presidente da Associação dos Supermercados do RN (Assurn), Gilvan Mikelyson, que atribui o crescimento principalmente à queda nos preços de itens essenciais, apesar do cenário de maior concorrência no varejo local.
Segundo Mikelyson, a pulverização do mercado varejista potiguar tem resultado em uma redução do número de clientes por unidade, já que o público consumidor está mais distribuído entre as diversas lojas. Porém, ele destaca que, apesar disso, os consumidores têm apresentado um aumento no volume de compras por cliente, impulsionado principalmente pela redução significativa nos preços de produtos de alto giro que antes estavam com valores elevados.
“Esses clientes têm consumido um pouco mais, em virtude, principalmente, da redução de preços de produtos de alto consumo, de alto giro, que estavam muito caros e tiveram uma diminuição significativa nos seus preços”, comenta o presidente da Assurn.
No acumulado do ano, o indicador nacional de consumo nos supermercados aponta uma elevação de 2,66%, um número próximo da estimativa do setor, que prevê alta de 2,70% para 2025. No comparativo entre junho e julho, os preços da cesta de vegetais frescos caíram 3,26% na região, de R$ 68,15 para R$ 65,93.
De acordo com o vice-presidente da Abras, Márcio Milan, o crescimento do consumo reflete uma melhora consistente da renda e do mercado de trabalho no país. “O crescimento interanual de 4% reflete um movimento sustentado pela melhora da renda e do mercado de trabalho. No recorte mensal, julho costuma apresentar retração por causa das férias escolares, quando muitas famílias optam por consumir fora de casa”, explica.