
O pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master ainda enfrenta obstáculos para sair do papel no Congresso Nacional.
Apesar de parlamentares já terem reunido assinaturas e protocolado requerimentos, a instalação do colegiado ainda depende dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Durante o recesso, deputados e senadores se articularam e conseguiram assinaturas suficientes para a criação de três CPIs para investigar o Banco Master: uma mista, com deputados e senadores; uma ligada ao Senado Federal e uma ligada à Câmara dos Deputados.
Contudo, os próprios defensores dos pedidos afirmam que uma parte dos parlamentares resiste à instalação dos colegiados. Além disso, o calendário de um ano eleitoral também pode dificultar o avanço dos trabalhos no Congresso.
Na Câmara, fila de pedidos
O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) apresentou o pedido para investigar fraudes relacionadas ao banco com 200 assinaturas — número superior ao mínimo exigido, de 171 assinaturas.
Nesta terça-feira (3), no entanto, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou que a criação de uma CPI para investigar fraudes financeiras do Banco Master entrará na fila dos pedidos de abertura de CPIs da Câmara.
No momento, há ao menos 15 requerimentos na frente.
"Nós temos aqui uma fila de CPIs. Essas CPIs são tratadas na ordem cronológica. No ano passado, nós tivemos em torno de 13, 16 CPIs protocoladas. Nós acabamos não instalando nenhuma e agora nós vamos fazer o debate sobre essas CPIs", afirmou Motta.