Saúde
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O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN) acionou a Justiça Federal nesta terça-feira (3) para cobrar do Governo do Estado uma solução urgente para a falta de medicamentos e materiais básicos nos dois maiores hospitais públicos do RN: o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, e o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró.

A ação foi tomada após vistorias in loco realizadas pelo setor de fiscalização do Conselho, que confirmaram o desabastecimento nas unidades. A situação, segundo o Cremern, compromete o atendimento aos pacientes e as condições de trabalho dos profissionais de saúde.

Na petição, o diretor-técnico do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, Doutor Francisco Leandro de Oliveira Freire, também denunciou a falta de insumos que está passando o principal complexo hospitalar do Rio Grande do Norte.

O documento confirma, também, a falta de antibióticos de amplo espectro (Meropenem e Polimixina), trombolíticos utilizados para tratamento do infarto agudo do miocárdio (Alteplase), anestésicos, anti-inflamatórios e materiais hospitalares básicos, como seringas, agulhas, ataduras de crepom e campos operatórios estéreis. Além disso, a ausência de insumos básicos como álcool 70% também foi constatada.

Exames laboratoriais essenciais foram suspenso pela falta de pagamento junto a fornecedores.

Já no caso do Hospital Tarcísio Maia foi constatado que a reforma estrutural do Hospital encontra-se parada temporariamente. Além da falta de medicamentos de emergência na data da vistoria.

“O CREMERN não pode se calar diante de um cenário tão grave. Nosso papel é defender a população e os médicos. Estamos exigindo que o Estado cumpra sua obrigação de garantir uma saúde pública digna e segura”, afirmou o presidente do Conselho, Dr. Marcos Jácome.
O Conselho de Medicina informou que poderá adotar outras medidas judiciais, caso o problema não seja resolvido rapidamente.

Resposta do Governo

O Governo do Rio Grande do Norte explicou, em nota enviada a TRIBUNA DO NORTE, que “as atuais dificuldades de abastecimento da rede decorrem da diminuição da alíquota do ICMS que, enquanto ficou vigente, retirou da saúde e do SUS R$ 132 milhões em 2024”.

A Sesap explicou que vem aplicando um “esforço permanente em busca da manutenção dos serviços, investindo amplamente nos estoques de insumos não só dos dois hospitais citados, mas de toda a rede estadual com 21 hospitais e dezenas de outras unidades de referência que compõem o quadro da Sesap espalhadas por todo o estado”.

Tribuna do Norte
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"