
O congelamento da concessão de vistos para brasileiros e cidadãos de outros 74 países anunciado pelos EUA nesta quarta-feira (14) é apenas uma das várias medidas anti-imigração determinadas por Donald Trump em seu segundo mandato.
Desde o início do governo, Trump tem promovido mudanças nas regras de entrada no país, com aumento de custos, mais burocracia, ampliação da vigilância e, em alguns casos, suspensão direta da emissão de vistos.
Veja abaixo algumas das principais alterações nas políticas de imigração determinadas no segundo mandato do governo Trump:
Aumento de custos
Taxa de US$ 100 mil para visto de trabalho qualificado (H-1B)
O governo Trump anunciou em setembro de 2025 uma nova taxa de US$ 100 mil (cerca de R$ 530 mil) para a concessão do visto H-1B, voltado a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados.
A cobrança passou a valer para pedidos feitos a partir de 21 de setembro de 2025 e representa um aumento expressivo no custo do visto.
O H-1B permite que profissionais como engenheiros, cientistas e programadores trabalhem legalmente nos Estados Unidos. Segundo a Casa Branca, a medida busca priorizar a contratação de trabalhadores americanos.
Especialistas, porém, afirmam que o valor elevado pode afastar talentos estrangeiros do país.
Caução de até US$ 15 mil para vistos de turismo e negócios
Em abril de 2025, os EUA anunciaram que, para emitir alguns vistos de turismo e negócios, seria necessário pagar um caução de até US$ 15 mil — o equivalente a R$ 82 mil. O objetivo seria reprimir visitantes que ultrapassam o prazo de validade de seus vistos.
A exigência vale para 38 países, principalmente da África, Oceania e parte da Ásia. O Brasil não faz parte da lista.
Gold Card: residência para imigrantes ricos
Na contramão do endurecimento das políticas de visto nos EUA, Trump lançou, em dezembro de 2025, o "gold card", programa que concede residência permanente a estrangeiros mediante um investimento de US$ 1 milhões para indivíduos e de US$ 2 milhões para empresas que desejam obter residência para seus funcionários estrangeiros.
Além do investimento, o processo exige uma taxa inicial não reembolsável de US$ 15 mil ao Departamento de Segurança do país.
Segundo o secretário de Comércio, Howard Lutnick, cerca de 10 mil pessoas já se inscreveram durante o período de pré-registro.