
Para o líder do governo no Congresso, Lula e Alcolumbre "necessitam de uma conversa"; Líder do PL na Câmara indica que relação entre base e oposição continuará tensionada.
A crise entre Congresso Nacional e o governo tornou-se mais evidente na última quinta-feira (27), após os parlamentares derrubarem, 52 vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O Planalto, no entanto, transmite o recado de que a relação não foi rompida, apesar das divergências.
A derrota no tema ambiental reverbera diretamente sobre outras pautas do governo. A matéria da Palácio do Planalto sobre segurança pública, tributação, punição a devedores contumazes e o orçamento de 2026, por exemplo, agora enfrentam um ambiente de maior incerteza no Congresso.
A indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal) do Advogado-geral da União Jorge Messias é também outra pauta sensível e depende de uma conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).
Apesar de insistir que não há “rompimento institucional”, como defende a ministra de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann, o resultado desta votação sobre o licenciamento revela fragilidade da coalizão governista e dificuldade de garantir apoio automático no Legislativo.
Até quarta-feira (26), o governo ainda não tinha um entendimento amplo com os parlamentares. Na quinta, foi acordado o adiamento da análise dos vetos sobre LAE (Licença Ambiental Especial).