
Pacientes com diabetes tipo 1 que dependem da rede pública de saúde no Rio Grande do Norte estão enfrentando, mais uma vez, a falta da insulina análoga de ação prolongada, também conhecida como “insulina basal”. O medicamento é considerado essencial para o controle da doença e sua ausência representa um risco grave à saúde — inclusive de morte.
De acordo com denúncias da Associação Potiguar Amigos dos Diabéticos do RN (APAD RN), o remédio está novamente em falta na Unicat, responsável pela distribuição. O problema tem sido recorrente ao longo dos últimos meses e ainda não há previsão de regularização.
Pacientes com diabetes tipo 1 utilizam dois tipos de insulina: a de ação rápida, geralmente aplicada antes das refeições, e a de longa duração. Embora a insulina de ação rápida ainda esteja disponível na Unicat, é importante destacar que ambas têm funções distintas no organismo e não podem ser substituídas uma pela outra.
“Esse diabetes tipo 1 é um paciente que desde o início do tratamento já precisa da insulina. Então, a insulina é igual à vida. Para esse paciente, porque ele não tem nenhuma outra alternativa terapêutica, somente a insulina. Então, a insulina representa ele viver ou morrer. Ele não tem opção, ele tem que usar realmente a insulina”, afirmou a médica Anna Karina, presidente da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia RN (SBEM/RN).