Brasil
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A eleição de outubro já movimenta os políticos de todo o país, e ações recentes — como eventos, gestos simbólicos e vídeos nas redes — indicam o tom da campanha de 2026: mais performática e pensada para viralizar, avaliam analistas ouvidos pelo g1.

“A política se torna o campo do espetáculo”, afirma a cientista política e pesquisadora da UnB, Isabela Rocha.

"Os discursos feitos em plenário têm trechos ensaiados para saírem nas redes, e as ações são pensadas com base na repercussão prevista. A tendência é que essa estratégia se intensifique", explicou.
 
Para viralizar, é preciso capturar a atenção do público em meio a um ambiente saturado de conteúdo. Isso incentiva políticos a apostar em atos cada vez mais chamativos, com forte apelo simbólico e potencial de mobilização.

Isabela Rocha lembra a caminhada interestadual do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que saiu de Minas a Brasília em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais condenados por golpe de Estado.

O parlamentar percorreu os mais de 240 km que separam a cidade de Paracatu (MG) de Brasília (DF) a pé. Todos os seis dias de trajeto foram transmitidos pelas redes sociais dele.

“Eventualmente, você não sabe nada do Nikolas Ferreira até ele ir para a rua, até ele fazer isso. Aí ele passa 15 dias na rua, só se fala nisso, isso chega em outras pessoas”, analisa o cientista político da Universidade de São Paulo (USP), Glauco Peres.
 
A peregrinação de Nikolas foi ganhando espaço nas redes à medida em que ele avançava. Isso teve efeito na "vida real". O último dia do ato, em Brasília, contou com cerca de 18 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios.

“Os políticos que são eleitos usando as redes sociais, como o Nikolas Ferreira, ou que depois passam a se apoiar muito nelas — embora tenham uma atuação fora delas, mas sistemática, como vários políticos da esquerda — passam a cultivar um exercício de performance”, explica o professor da USP.

Do outro lado do espectro político, o deputado da esquerda Glauber Braga (PSOL-RJ) fez uma greve de fome de oito dias na Câmara no ano passado para protestar contra um processo no Conselho de Ética, que poderia terminar com sua cassação.
 
Foi também uma forma de usar o esforço físico como ato de protesto. Durante esse tempo, o parlamentar ingeriu apenas água, soro e isotônico. O fim do que ele classificou de greve de fome foi anunciado em uma coletiva e se deu graças ao acordo feito com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

"Essas ações atingem o público de uma forma mais emocional que racional", pontua Isabela Rocha.

Ela defende que “a performance é a nova forma de fazer política” e que “o eleitor é muito emocionado”, por isso esses conteúdos ganham tanta visibilidade.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"