Brasil
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Diante de um cenário internacional em transformação, marcado pela rivalidade entre potências e pela fragmentação de alianças tradicionais, o Brasil pode atuar como um agente de diálogo e estabilidade na América do Sul, avaliam especialistas.

A posição geográfica, o peso econômico regional e a tradição diplomática permitem ao país exercer influência em temas sensíveis, como por exemplo:

a crise na Venezuela;
a relação com os Estados Unidos;
o fortalecimento do Mercosul.

Ao manter canais de diálogo abertos com diferentes atores e defender soluções negociadas, o Brasil busca reafirmar seu papel como mediador regional em um momento de incertezas no tabuleiro geopolítico.

O g1 ouviu especialistas em Relações Internacionais para analisar como o Brasil pode atuar nesse contexto: a professora do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Carolina Pedroso; e a pesquisadora Larissa Wachholz, do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).

É consenso que o respeito ao Direito Internacional se tornou ainda mais relevante num cenário em que grandes potências passaram a agir à revelia dos mecanismos criados após a Segunda Guerra Mundial.

“A Europa também está bastante fragilizada com ações cada vez mais unilaterais, tanto da Rússia quanto dos Estados Unidos. A Europa perdeu muito protagonismo”, afirma Carolina Pedroso.
 
Para Larissa Wachholz, o espaço de atuação do Brasil não está na competição direta com as grandes potências.

“O país não é um polo de poder militar ou tecnológico comparável às grandes potências, mas dispõe de ativos relevantes, como dimensão territorial, peso demográfico, base econômica diversificada e tradição diplomática”, avalia a pesquisadora.

Em um cenário fragmentado, o Brasil pode atuar como articulador entre diferentes blocos, defendendo o multilateralismo, a reforma das instituições internacionais e soluções negociadas para conflitos, sem alinhamentos automáticos.

“É muito importante que o Brasil mantenha suas prioridades de desenvolvimento econômico e social no radar, e faça uso da política externa como instrumento para enfrentar esses desafios”, diz Wachholz

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"