
A esposa do empresário Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, que morreu baleado em uma tentativa de assalto após um policial de folga intervir no roubo no Butantã, Zona Oeste da capital paulista, contesta a versão da Polícia Militar. Segundo ela, não houve troca de tiros entre o agente e os suspeitos, e o marido teria sido confundido com um dos assaltantes.
"Não teve confronto de tiro. Os dois assaltantes vieram e apresentaram arma, uma 38. Eu sai correndo para trás e eu tirei o capacete. Eu ouvi uma pessoa vindo de trás atirando. Aí virei e disse: 'o que você fez, é o meu marido. Olha o que você fez, é o meu marido'. Só que ele já tinha desferido dois tiros, um na nuca e outro nas costas, porque meu marido estava de costas. Ele atirou e imaginou que ele [marido] era o bandido", afirmou a mulher, que preferiu não se identificar.
Ainda conforme a esposa, Celso trabalhava no ramo de seguros e morava na região do Bom Retiro. Segundo ela, ele costumava passear de moto aos fins de semana, nunca havia sido assaltado e voltava com ela de um almoço em São Roque, no interior paulista. Ela afirmou ainda que o marido não costumava passar pelo Butantã.
O caso foi registrado como resistência, morte decorrente de intervenção policial, homicídio culposo e tentativa de roubo e também é apurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O velório de Celso está previsto para 21h deste domingo (29) e sepultamento será nesta segunda-feira (30) às 10h no Jardim Horto Florestal na rua Luiz Nunes, 111, Parque Ramos Freitas.