Destaques
eudiane-macedo

A deputada Eudiane Macedo (PV) trouxe à tona, durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (12), um alerta urgente sobre os riscos do movimento conhecido como "Redpill", que, segundo a parlamentar, tem se transformado em uma "fábrica de ódio" contra mulheres.

Membro da Frente Parlamentar da Mulher e da ProMulher ALRN, Eudiane Macedo destacou que, embora se apresente como um "suposto despertar masculino", o movimento, em espaços virtuais, "tem-se transformado na prática em uma verdadeira fábrica de ódio contra nós mulheres". Ela enfatizou que nesses ambientes, mulheres são frequentemente retratadas como inimigas, a violência é banalizada e crimes graves, como agressões e estupro, são "relativizados".

A parlamentar ressaltou que a radicalização online transcende o ambiente digital, gerando "consequências na vida real e, infelizmente, de uma forma muito violenta". Ela alertou que diversos ataques e crimes contra mulheres em diferentes partes do mundo já foram "cometidos por homens influenciados por fóruns e comunidades misóginas".

Eudiane Macedo pontuou que o Brasil já enfrenta uma "grave crise de violência contra nós mulheres", com números alarmantes de agressões, abusos e feminicídios. "Diante dessa realidade, não podemos permitir que a internet se torne um território livre para quem promova misoginia, ódio e incentive comportamentos violentos. Misoginia organizada mata", afirmou a deputada.

Diante desse cenário, a legisladora potiguar defendeu a urgência de medidas concretas de enfrentamento. Ela mencionou o Projeto de Lei nº 988/2026, de autoria da deputada federal Duda Salabert, que tramita na Câmara dos Deputados. A proposta visa criar o crime de incitação à misoginia organizada e prevê punições para grupos e redes que promovam o "ódio sistemático contra nós mulheres".

No âmbito estadual, Eudiane Macedo informou ter protocolado um Projeto de Lei para instituir a Política Estadual de Conscientização e Prevenção à radicalização misógina. O foco da iniciativa é combater a desinformação e os conteúdos associados ao movimento Redpill, promovendo educação, prevenção e conscientização, "especialmente entre os jovens, para impedir que discursos de ódio se transformem em violência".

Concluindo sua fala, a representante do Parlamento Estadual salientou que "o combate à violência contra nós mulheres exige coragem, responsabilidade e, acima de tudo, ação". Ela fez um apelo pela agilidade na tramitação de seu projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), enfatizando a gravidade do tema e os "índices alarmantes de feminicídio" no país. "Defender as mulheres é defender a vida, a dignidade e os direitos humanos", finalizou.

Blog do Ed
0 Comentários
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Receba todas as noticias em seu WhatsApp

Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"