
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), classificou como "um sucesso" o primeiro final de semana de pré-Carnaval na capital paulista.
A apresentação dos megablocos teve superlotação - como nas apresentações do DJ Calvin Harris e da cantora Ivete Sangalo - reclamações sobre falta de banheiros em alguns circuitos e tumultos na apresentação do bloco Baixo Augusta, na Rua da Consolação.
"Se considerarmos a quantidade de pessoas e as poucas ocorrências, a conclusão é que foi um sucesso", disse à GloboNews, após ser questionado sobre os eventos de domingo (8), incluindo as confusões nos grandes blocos.
Ao falar sobre a superlotação e o atendimento dos feridos durante o bloco Skol, do escocês Calvin Harris, na Rua da Consolação, o prefeito disse que "nenhum caso foi considerado muito grave".
"Em grandes eventos, como foi o caso da Ivete Sangalo, sempre fazemos avaliações para melhorar."
De acordo com Nunes, a infraestrutura montada pelo poder público, incluindo o aparato de segurança e de saúde, para atender os foliões, "foi perfeita".
O prefeito reagiu à nota do bloco "Acadêmicos do Baixo Augusta", que cobrou uma melhor organização do pré-Carnaval de São Paulo, que é de responsabilidade da SPTuris, empresa oficial de turismo da cidade.
"Com a grande quantidade de público no bloco da Skol, sem que tivesse grandes ocorrências devido ao trabalho da Prefeitura e Polícia Militar, ele deveria é reconhecer, bem como reconhecer também que o público do Calvin ficou para curtir o bloco dele. Os blocos desfilaram em horários diferentes, primeiro o Skol e depois o Baixo Augusta", justificou o prefeito do MDB.
Oposição aciona o MP
Por causa das confusões no final de semana, o vereador Nabil Bonduki (PT) acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para que faça uma intervenção na organização do carnaval de rua da cidade.
“Estou acionando o Ministério Público para que seja realizada, em caráter de urgência, uma reunião entre a Prefeitura, a Polícia Militar e os demais envolvidos na organização do Carnaval de rua. Cenas como as de hoje não podem se repetir nos próximos desfiles”, afirmou o vereador, que é urbanista e professor da Universidade de São Paulo (USP).
“Essa prévia de tragédia não pode se repetir, e é fundamental identificar e responsabilizar quem permitiu que essa situação ocorresse. Interesses comerciais não podem ficar acima da segurança da população”, declarou o petista nas redes sociais.