
Operação contra serviços piratas derrubou 535 sites e 1 aplicativo de streaming na última quinta-feira (27) em força-tarefa entre Ministério da Justiça, Polícias Civis de 15 estados e autoridades de outros cinco países.
A Operação 404, que tirou do ar 535 sites e 1 aplicativo de streaming pirata no Brasil na última quinta-feira (27), é conduzida desde 2019 e adota várias táticas para identificar serviços ilegais, incluindo buscas em grupos do Telegram e na deep web, a parte da internet que não aparece no Google.
A investigação usou até mesmo informações divulgadas por integrantes do esquema para identificar onde estavam as centrais da pirataria, explicou ao g1 Rodney da Silva, chefe da força-tarefa, em entrevista ao g1.
"Por óbvio, a polícia trabalha dentro do submundo do crime digital, a deep web, dark web [a parte anônima da internet], no sentido de identificar a venda desses produtos", disse Rodney, diretor de Operações e de Inteligência (Diopi) do Ministério da Justiça, que coordena a operação.
Em alguns casos, membros do esquema chegaram a se identificar com o número de telefone para contato e conta bancária para pagamento. "Tudo isso serve para a Polícia identificar os criminosos", disse Rodney.
Outra forma de identificar locais que serviam de base para o esquema foi buscar endereços de IP dos sites. O IP (sigla em inglês para "protocolo de internet") funciona como o RG de um servidor e pode ser um ponto de partida para identificar o local físico do dispositivo.
👉 A Operação 404 faz referência ao "erro 404", usado para indicar que o usuário acessou uma página não encontrada. Ela é independente da investigação da Argentina que, no domingo (30), derrubou 22 aplicativos de streaming pirata, incluindo o BTV e o Red Play, que costumam ser usados em TV boxes.