Economia
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O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (13), mais uma medida provisória (MP) com ações para conter a alta dos combustíveis, mais especificamente a gasolina e o diesel, produzidos no Brasil ou importados.

A MP prevê um benefício tributário na Cide e do PIS/Cofins, tributos federais que incidem sobre os combustíveis. A nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não foi alvo de nenhuma medida para conter o aumento de preço, mas, de acordo com o governo, se estenderá ao diesel. 

O desconto no imposto não poderá ultrapassar o teto dos tributos federais. Atualmente, esses valores são:
 
Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a medida tem neutralidade fiscal, ou seja, não pressiona os cofres públicos. Ele calcula que o custo da medida ficará entre R$1 bilhão a R$1,2 bilhão por mês.

Segundo Moretti, um ato do Ministério da Fazenda, que será publicado nos próximos dias, trará os valores da subvenção. Para a gasolina, o ministro estima que o valor deve ficar entre R$0,40 a R$0,45. O do diesel deve ser de R$0,35.
 
Com as mudanças, o governo pretende diminuir o impacto do aumento do preço do petróleo a cinco meses das eleições de outubro, que disparou após o início do ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã, no custo dos combustíveis.

Medidas provisórias têm força de lei assim que são publicadas no "Diário Oficial da União", com validade por 60 dias, podendo ser prorrogadas por igual período. Para continuar valendo, precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional.

O valor será pago aos produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

"Como a receita da União por meio de dividendos, royalties e participação tem crescido com o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, a medida será neutra do ponto de vista fiscal", justificou o governo. 

Fim da paridade
 
Em 2023, no início do terceiro mandato do presidente Lula, a Petrobras anunciou o fim da paridade de preços do petróleo – e dos combustíveis derivados, como gasolina e diesel – com o dólar e o mercado internacional, que estava em vigor desde 2016.

Com a mudança, os reajustes de combustíveis passaram a evitar o repasse para os preços internos da "volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio".

Em um momento de alta nos preços do petróleo e dos combustíveis por conta da guerra no Oriente Médio, a demora no repasse aos preços internos contém a inflação no país e, também, impede um lucro maior da Petrobras.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"