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O ministro das Relações Exteriores do Irã voltou a Islamabad neste domingo (26), em mais um movimento para destravar as negociações indiretas com os Estados Unidos, enquanto o cessar-fogo entre os dois países permanece sem prazo definido e a guerra continua a pressionar a economia global.

A retomada da agenda diplomática ocorre em meio a sinais contraditórios. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, havia deixado a capital paquistanesa na noite anterior, gerando dúvidas sobre a continuidade das conversas, mas retornou horas depois antes de seguir viagem para Moscou.

Ao mesmo tempo, o presidente Donald Trump anunciou o cancelamento do envio de representantes americanos ao Paquistão por falta de avanços. Pouco depois, disse ter recebido de Teerã uma proposta considerada “muito melhor”, sem detalhar o conteúdo.

Impasse gira em torno do Estreito de Ormuz
 
O principal ponto de tensão nas negociações é o Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial em tempos de normalidade.

O Irã tem restringido a circulação na região, enquanto os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos. Como resposta, Teerã tenta viabilizar um mecanismo de cobrança de pedágios para embarcações que cruzam o estreito — uma medida que, se implementada, teria impacto direto no comércio internacional de energia.

Segundo autoridades envolvidas nas negociações, o governo iraniano condiciona o avanço das conversas ao fim das restrições impostas por Washington.

Mediação indireta reflete desconfiança entre os países
 
As negociações têm sido conduzidas de forma indireta, com o Paquistão atuando como intermediário — um formato que reflete o nível de desconfiança entre as partes.

A escolha por canais indiretos não é nova. Rodadas anteriores, realizadas no último ano, também seguiram esse modelo e terminaram sem acordo, com escalada militar na sequência.

Neste momento, não há confirmação de quando representantes dos Estados Unidos voltarão à região para retomar o diálogo presencial.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"