
O novo estudo apresentado pelo Sebrae RN durante o Mossoró Oil & Gas Energy 2025, nesta semana, reforça a dimensão econômica da cadeia de petróleo e gás onshore no Rio Grande do Norte, mas também acende um alerta sobre o papel decisivo do licenciamento ambiental no desenvolvimento dos municípios produtores. Segundo o levantamento, conduzido pela Neoway (marca B3) em parceria com o Sebrae e a Nilo Engenharia, a existência de licenças ambientais ativas é um fator determinante para ampliar emprego, renda e PIB per capita nas regiões onde o setor é predominante no RN.
“O licenciamento ambiental é um fator extremamente indutor, então, municípios produtores, com licença ambiental emitida, possuem o PIB per capita 22% maior do que os outros no seu entorno”, destaca o superintendente do Sebrae/RN, Zeca Melo. “Temos algumas reflexões: o fato de você ter licença ativa melhora o emprego e a massa salarial. Então, a gente chega no outro ponto, que é importante a gente agilizar as licenças ambientais”, afirma.
O estudo revela que o setor representa 40% do PIB industrial potiguar, que em 2022 chegou a R$ 19,31 bilhões (22,89% do PIB total de R$ 84,35 bilhões) e responde por 23% da arrecadação de ICMS do estado. Neste sentido, os pequenos negócios correspondem a mais de 91%, num universo de 19.433 empresas que compõem essa cadeia. São 17.715 liderados pelas atividades de instalação e manutenção elétrica (3.794), construção de edifícios (3.285), Comércio varejista especializado de equipamentos de telefonia e comunicação (1.514), serviços de engenharia (1.416) e comércio varejista especializado de equipamentos e suprimentos de informática (1.161).
Esse peso estrutural se estende ao mercado de trabalho. “No emprego, 11% do estoque é derivado da cadeia de petróleo e gás. O estudo mostra também a qualidade do emprego gerado, que remunera muito melhor”, reforça Zeca Melo.