
Um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel atingiu o Irã neste sábado (28), após semanas de tensas negociações e pressão americana para que Teerã encerrasse seu programa nuclear. Nas últimas semanas, o governo Trump intensificou a presença militar no Oriente Médio com o deslocamento de porta-aviões para fechar o cerco ao regime dos aiatolás.
Contexto: A crise ganhou força em janeiro, quando Trump ameaçou atacar o Irã após a repressão a manifestantes que protestavam contra o governo. Com o enfraquecimento dos atos, o presidente norte-americano passou a focar no programa nuclear iraniano.
Os EUA querem que o Irã limite ou encerre o programa de enriquecimento de urânio.
O Irã afirma que a iniciativa tem fins pacíficos, mas a Casa Branca acusa o país de tentar desenvolver uma arma nuclear.
Segundo a imprensa americana, os EUA também querem restringir o alcance dos mísseis balísticos iranianos e encerrar o apoio do país a grupos armados no Oriente Médio.
O Irã defende que as negociações se limitem ao programa nuclear e afirma estar disposto a reduzir o nível de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções.
Três rodadas de conversas ocorreram nas últimas semanas. A última ocorreu na quinta (26), em Genebra.
Uma nova reunião foi marcada para a próxima semana em Viena.
Mesmo com as negociações em andamento, EUA e Irã passaram a trocar ameaças militares. Em janeiro, Trump ordenou o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Oriente Médio. Segundo o presidente, o objetivo era monitorar Teerã “de perto”.
Nas últimas semanas, os EUA enviaram um segundo porta-aviões para a região. O USS Gerald R. Ford, que havia auxiliado na operação que capturou o ditador venezuelano Nicolás Maduro, deixou o Caribe com destino ao Oriente Médio. A embarcação já está perto da costa de Israel.
As forças enviadas se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos EUA na região.
Ao todo, os norte-americanos controlam ao menos 10 bases em países vizinhos ao Irã e mantêm tropas em outras nove.