
Pastor diz que partidos com cargos no governo Lula pressionam Bolsonaro a escolher sucessor.
O pastor Silas Malafaia, organizador do ato pró-Jair Bolsonaro (PL) na avenida Paulista, neste domingo (29), disse à CNN que o seu discurso sobre uma parte da direita ser “prostituta" é voltada a partidos que mantêm ministérios no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que pressionam o ex-presidente a definir um sucessor da direita para as eleições de 2026.
"O recado de direita prostituta é para quem tem ministério no governo Lula e quer botar Bolsonaro na parede para dizer quem vai sucedê-lo. Que moral esses caras têm? Isso é prostituta. Tá com um, tá com outro. Como é que pode querer exigir alguma coisa de Bolsonaro se tem ministério no governo Lula? Manda esses caras se enxergarem. Aí você vê quem tem ministério lá, que a carapuça é para eles", disse Malafaia à CNN.
As siglas União Brasil, Progressistas e Republicanos têm cargos na Esplanada dos Ministérios. Nos bastidores, o incômodo é que a cúpula das duas primeiras legendas, que formaram a federação União Progressista Brasileira, pressiona para que Bolsonaro, inelegível até 2030 e às vésperas de ser julgado na ação que apura uma tentativa de golpe de Estado, admita que não concorrerá ao Palácio Planalto no pleito do ano que vem.
A preferência do grupo é que o ex-presidente indique, até o fim do ano, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, como sucesso. O chefe do governo paulista, por sua vez, repete com frequência que seu foco é a reeleição.
O União, comandado por Antônio Rueda, ocupa as pastas de Turismo, com Celso Sabino; e Comunicações, com Federico Siqueira. Além disso, também indicou o ministro Waldéz Goés, licenciado ao PDT, para o Ministério da Integração e Desenvolvimento.
Já o Progressistas, presidido pelo senador Ciro Nogueira (PI), possui o ministro André Fufuca à frente do Esporte, enquanto o Republicanos, comandado pelo deputado Marcos Pereira (SP), tem Silvio Costa Filho no Ministério de Portos e Aeroportos.