Saúde
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Após uma semana de cirurgias suspensas e escalas incompletas em diversas unidades da rede municipal, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) reuniu-se nesta segunda-feira 8 com diretores de hospitais para discutir alternativas ao colapso aberto com as empresas Justiz e Proseg. A proposta apresentada pelo secretário de Saúde, Geraldo Pinto, foi de transferir aos próprios hospitais a responsabilidade de contratar diretamente os médicos que atendem na rede.

O encontro ocorreu depois de a Justiz, contratada emergencialmente por R$ 166 milhões no início de setembro para gerir as escalas de média e alta complexidade, não conseguir cumprir o contrato. A empresa falhou na formação de equipes em áreas críticas como pediatria e obstetrícia, provocando a paralisação de procedimentos eletivos. Além dela, a Proseg, que firmou contrato de R$ 41 milhões, também foi incluída no modelo de transição que não se consolidou.

A reunião evidenciou a fragilidade do contrato com a Justiz, que já era alvo de questionamentos do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed-RN) e de parte da categoria. Para médicos, a empresa descumpriu cláusulas ao não garantir a execução integral do objeto contratado, o que pode configurar irregularidade passível de anulação, conforme prevê a Lei de Licitações (Lei nº 14.133).

Apesar da nova proposta da SMS, médicos afirmam que a medida não resolve a principal insegurança: a falta de garantias sobre o pagamento dos honorários. “O que os médicos querem é garantia de que seus honorários serão pagos de forma justa e regular. Mudar a intermediação de uma empresa para um hospital não resolve a insegurança que permanece sobre o recebimento”, afirmam representantes da categoria. Eles também alertam que o ato médico continua sendo ignorado, já que contratar hospitais não equivale a contratar diretamente o trabalho do profissional.

Até agora, a SMS não apresentou um modelo claro de como os pagamentos seriam organizados nesse formato. Muitos médicos dizem estar com salários atrasados e cobram definição imediata. “Seja por empresas terceirizadas ou por hospitais, o fundamental é que haja segurança de pagamento. Sem isso, a incerteza continua e a categoria não tem condições de trabalhar”, avaliam.

Enquanto não há solução, os profissionais seguem mobilizados. Uma nova reunião está marcada para esta terça-feira 9, na sede da Associação Médica, para avaliar o cenário e discutir formas de cobrar os honorários atrasados.

O impasse é parte de uma disputa que começou com o fim do contrato da SMS com a Coopmed-RN, cooperativa que historicamente fornecia profissionais para a rede municipal. Desde então, a Prefeitura optou por trocar o modelo, mas a transição foi marcada por falhas, protestos, decisões judiciais contestadas e acompanhamento do Ministério Público para fiscalizar a legalidade dos contratos.

A possibilidade de que os hospitais assumam a contratação direta dos médicos surge como tentativa emergencial de recompor os serviços. No entanto, sem definição sobre garantias financeiras, os profissionais consideram que continuam sem voz nas decisões e sem a previsibilidade mínima para manter o atendimento. Até que haja uma saída concreta, pacientes permanecem enfrentando filas, cancelamentos e a incerteza de quando os serviços voltarão ao normal em Natal.

 

Agora RN
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"