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28.-mercosul

Os países do Mercosul estão fortemente contrariados com as salvaguardas recém-criadas pela União Europeia contra seus produtos agrícolas, mas vão aceitar o novo mecanismo como uma forma de "salvar" o acordo de livre comércio entre os dois blocos.

O grupo formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai pretende manter uma espécie de "silêncio estratégico" sobre as salvaguardas aprovadas nesta terça-feira (16) pelo Parlamento Europeu.

Na avaliação de altos funcionários do governo brasileiro, isso seria "morder a isca" lançada pelos franceses, que resistem ao acordo de livre comércio e gostariam de usar politicamente uma eventual reação contrária do Mercosul às salvaguardas.

Brasília acredita que fazer reclamações públicas contra o novo mecanismo seria entregar justamente o que Paris precisa para inviabilizar o acordo às vésperas de sua assinatura.

O mecanismo, que tira preferências tarifárias dadas aos produtos agrícolas do Mercosul em caso de aumento das exportações à UE superior a 5% ou queda de pelo menos 5% nos preços internos, foi muito mal visto pelos sul-americanos.

No entanto, o conjunto do acordo ainda é visto como positivo pelo bloco.

Além disso, o governo brasileiro avalia que o próprio tratado tem capítulos sobre solução de controvérsias e compensações comerciais em caso da aplicação de salvaguardas pela UE.

Por isso, a ordem agora é firmar o acordo e esperar situações concretas em que o mecanismo venha a ser utilizado no futuro, sem descartar uma resposta na mesma moeda -- suspensão das tarifas reduzidas para produtos europeus no Mercosul.

O Brasil conta com a participação dos presidentes Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai) e Santiago Peña (Paraguai) no sábado, em Foz do Iguaçu (PR), no encontro de cúpula do Mercosul em que o tratado com a UE deve ser assinado.

Do outro lado, a expectativa é que venham a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o comissário de Comércio, o eslovaco Maros Sefcovic.

Para que o tratado seja efetivamente assinado, contudo, é preciso ter a aprovação do Conselho Europeu -- instância formada pelos chefes de governo dos 27 países-membros da UE.

O aval requer pelo menos 55% dos sócios (15 países), desde que eles tenham 65% da população total da UE, no mínimo.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"