
Mesmo sem o julgamento do processo de cassação, a manhã desta quarta-feira (19) na Câmara Municipal de Natal foi dominada pelos desdobramentos do caso envolvendo a vereadora Brisa Bracchi (PT). A sessão ordinária ocorreu normalmente, mas o plenário e os corredores seguiram marcados por discussões sobre prazos, interpretações jurídicas, decisões judiciais e posicionamentos políticos.
A suspensão da sessão — determinada por decisões judiciais que apontaram descumprimento dos prazos de convocação — pautou a maioria dos discursos e movimentações na Casa. Do lado da vereadora, a avaliação é de que o Judiciário confirmou irregularidades. Já do lado dos denunciantes e aliados, as falas apontaram para interferência indevida e tentativa de “salvar” o mandato da parlamentar.
Do lado de fora, manifestantes mobilizados em apoio à vereadora permanecem em vigília desde a manhã de terça-feira (18). Com faixas e palavras de ordem, o grupo declarou que permanecerá no local até “a perseguição acabar”.
Logo cedo, a vereadora Brisa Bracchi afirmou que as decisões judiciais reforçam as denúncias de irregularidades que sua defesa apresentava desde o início.
“Foram três decisões favoráveis ao nosso mandato”, disse. “A gente tem muito mais esperança e comemora vendo a justiça sendo feita. Desde o início denunciamos a injustiça e a perseguição política. No momento de convocação da sessão de julgamento, o prazo regimental não foi respeitado, e nós já tivemos decisões judiciais ao nosso favor, de dois desembargadores diferentes”, afirmou.
Faustino: “Há uma interferência clara da Justiça”
Do lado oposto, o vereador Matheus Faustino (União Brasil), autor da denúncia, voltou a criticar as decisões do TJRN e afirmou que há “interpretação criativa” dos prazos prevista no Decreto-Lei 201/67 e no Regimento Interno.