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O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) que determina o impedimento da entrada no país ou a expulsão de estrangeiros que promovam ou incentivem mensagens de ódio, discriminação e violência contra argentinos em razão de sua nacionalidade.

A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (29) pelo Gabinete da Presidência argentina, que afirmou que a medida responde às "recentes manifestações de hostilidade" contra a Argentina.

Segundo o comunicado oficial, o decreto inclui como motivo para barrar a entrada ou expulsar do país qualquer estrangeiro que incentive mensagens de ódio, discriminação ou violência contra cidadãos argentinos por sua nacionalidade, além de prever punições para atos considerados ofensivos aos símbolos nacionais.

"Diante das recentes manifestações de hostilidade contra a República Argentina e os argentinos, o Governo Nacional reafirma que a defesa da Nação, de seus cidadãos e de seus símbolos não é negociável. Quem atacar a República Argentina não é bem-vindo em nosso país", declarou a Presidência.

Embora o governo argentino ainda não tenha divulgado os detalhes da regulamentação da medida, o comunicado oficial informa que o DNU passa a considerar motivo para impedimento de ingresso ou expulsão do território nacional os casos em que estrangeiros:

promovam mensagens de ódio contra argentinos;
incentivem discriminação contra cidadãos argentinos;
defendam ou estimulem violência contra argentinos em razão de sua nacionalidade;
pratiquem atos considerados ofensivos aos símbolos nacionais argentinos.
 
A Presidência também afirmou que a proteção da nação, dos cidadãos argentinos e dos símbolos patrióticos será tratada como questão inegociável pelo governo.

Campanha anti-Argentina
 
O novo decreto também é divulgado em um momento em que o governo Milei passou a sustentar publicamente a existência de uma suposta campanha internacional contra a Argentina.

Na terça-feira (28), uma pesquisa divulgada pelo jornal argentino Clarín mostrou que quase oito em cada dez argentinos acreditam existir uma "campanha anti-Argentina".

Segundo o levantamento, 69,1% dos entrevistados afirmaram acreditar que essa ofensiva é organizada. Entre as razões apontadas para a suposta campanha, 35,2% citaram inveja pelos resultados da seleção argentina de futebol, 24,1% atribuíram as críticas ao governo de Javier Milei e 11,2% apontaram acusações de racismo contra argentinos.

A pesquisa foi divulgada apenas dois dias depois de Milei acusar os governos do Brasil e do México, além do Partido Democrata dos Estados Unidos, de financiarem uma ofensiva internacional contra a Argentina.

Em entrevista a uma rádio argentina no domingo (26), o presidente afirmou, sem apresentar provas, que o Brasil teria financiado cerca de 25% dessa suposta campanha.

"Quem investiu mais dinheiro nesta campanha anti-Argentina foi o Brasil", declarou.

Embaixador brasileiro permanece em Brasília
 
Em meio à crise, o embaixador brasileiro na Argentina, Júlio Bitelli, reuniu-se nesta quarta-feira (29) com Lula e com o chanceler Mauro Vieira.

Após o encontro, o governo decidiu mantê-lo em Brasília por tempo indeterminado enquanto acompanha a evolução da relação bilateral.

Segundo integrantes do Itamaraty, uma definição sobre eventual retorno a Buenos Aires dependerá da avaliação diplomática dos próximos dias e dos desdobramentos da crise.

Embora diplomatas brasileiros tenham visto como mais conciliadoras declarações feitas nesta quarta-feira pelo chanceler argentino Pablo Quirno, que afirmou que Milei não pretende romper relações com o Brasil, interlocutores do governo brasileiro observam que ainda não há sinais de um pedido de desculpas por parte do presidente argentino.

Enquanto isso, a embaixada brasileira em Buenos Aires permanece sob comando de um encarregado de negócios, o segundo posto na hierarquia diplomática.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"