Saúde
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Morreu nesta quarta-feira (26), em Grossos, na Região Costa Branca do Rio Grande do Norte, a terceira paciente do Centro de Diálise de Mossoró, que suspendeu as atividades na terça-feira (24) por conta de outras duas mortes - essas ocorreram na unidade.

Marivânia Freire Mendonça, de 36 anos, era paciente renal crônica. Segundo a família, ela não realizava sessões na unidade desde semana passada e não conseguiu fazer hemodiálise na terça por conta da interdição da clínica.

Contexto: O Centro de Diálise de Mossoró interrompeu os atendimentos na terça-feira após duas pacientes - ambas de Assú - morrerem na unidade: Raquel Ferreira da Silva Cabral, de 54 anos; e Iraci Inácio de Lima, de 75 anos.
 
Contexto: Os casos são investigados pela Vigilância Sanitária do RN e pela Polícia Civil. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) interditou a unidade "até que os fatos sejam apurados e a segurança dos pacientes garantida". O Centro de Diálise informou que o equipamento responsável pelo sistema de osmose apresentou uma intercorrência técnica que comprometeu o seu funcionamento.

Segundo a prefeitura de Grossos, Marivânia teria alegado que estava há quatro dias sem realizar sessões. A família dela informou que ela costumava fazer três por semana.

Diferente das outras duas vítimas, Marivânia não morreu na clínica. A mulher passou mal em casa, em Grossos, por volta das 12h de quarta-feira (25), procurou uma unidade de saúde e foi levada de ambulância para o Hospital Municipal Flaviana Jacinta.
 
A unidade informou que ela estava com quadro de dispneia (falta de ar) importante, com saturação de oxigênio em 89%, além de pressão arterial elevada.

Segundo a prefeitura, ela teve piora do quadro clínico, sendo necessária a entubação. A pressão também seguiu alta, apesar das intervenções.

"No momento em que estava sendo preparada para transferência a uma unidade de maior complexidade, a paciente evoluiu com parada cardiorrespiratória. Foram iniciadas manobras de reanimação cardiopulmonar por aproximadamente 45 minutos, porém sem êxito, sendo constatado o óbito", informou a prefeitura.
 
O marido dela, Franciélio Gertrudes de Farias, contou que a esposa apresentou sintomas de inchaço após não realizar a hemodiálise no dia anterior.

"Chegou lá e disse que o hospital tinha fechado e estava com falta de água. E ela chegou em casa já toda inchada. Chegou com muito líquido. Eu vi que a cara dela estava muito inchada. Ela ficou sofrendo de um dia para o outro e começou a inchar cada vez mais", contou.

Realocação de pacientes
 
O Centro de Diálise de Mossoró atendia 224 pacientes, sendo 208 via SUS e 16 por convênios.

Em nota, a Sesap informou que, após a interdição da unidade, procedeu o contato com as clínicas, a regulação das vagas e reorganização de onde os pacientes seriam atendidos na quarta.
 
"As listas com os nomes foram encaminhadas a todos os municípios, que são os responsáveis por entrar em contato e coordenar o encaminhamento dos pacientes, bem como o transporte de todos", informou a pasta.

A Sesap informou que os pacientes atingidos pela paralisação do Centro de Diálise de Mossoró foram todos realocados em clínicas de Mossoró, Caicó e Natal.

Na noite de quarta, 104 pacientes atendidos nas três cidades, "priorizando os que tiveram seu procedimento paralisado ainda na terça-feira por conta do fechamento da clínica".

Outros 94 pacientes começam a ser atendidos nesta quinta, durante os turnos da manhã e da tarde.

Investigação
 
A Vigilância Sanitária de Mossoró informou que analisou documentações e fluxos da unidade e que apura todo contexto para identificar possíveis causas do que ocorreu.

Sobre uma possível contaminação da água, o Centro de Diálise de Mossoró informou que adota "rigorosos padrões de controle de qualidade", realizando "análises laboratoriais diárias por profissionais bioquímicos qualificados, além de monitoramento mensal por laboratório terceirizado".

Segundo a clínica, todos os laudos são encaminhados mensalmente à Vigilância Sanitária, atendendo integralmente às normas vigentes.
 
A unidade onde ocorreram os atendimentos passa por obras, com revestimento de corredores, devido à presença de salitre. No entanto, segundo a Vigilância Sanitária de Mossoró, não há intervenções nas salas onde são realizados os procedimentos de diálise.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"