
Motoristas e motoentregadores por aplicativo realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (14) contra um projeto de lei nacional que visa a regulamentação dos serviços em todo o país.
O ato causou interdição do trânsito nas imediações na Praça 7 de Setembro, perto da Prefeitura da capital e da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, no centro da cidade.
Os manifestantes iniciaram o protesto na Zona Sul e seguiram em carreata para o centro da cidade para cobrar mobilização de deputados estaduais, vereadores e ocupantes de outros cargos políticos contra o projeto de lei que tramita no Congresso Nacional.
O projeto de lei 152/2025 seria votado em primeira discussão nesta terça-feira (14), mas foi retirado da pauta na Câmara dos Deputados, em Brasília, após pedido do líder do governo, José Guimarães (PT).
De autoria do deputado federal Luiz Gastão (PSD), a proposta, segundo os motoristas, prioriza apenas as plataformas digitais e não dá voz ou garante qualquer segurança para quem opera e atende os passageiros.
Segundo Berverly Ramalho, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Aplicativos de Transportes do Estado do Rio Grande do Norte (Sintat/RN), a categoria cobra aumento da tarifa mínima, redução dos valores recolhidos pelos aplicativos e garantia de direitos dos profissionais.
"A PL não tem nada para a categoria. Ela só tem direitos para os patrões. Dá direito deles bloquearem a gente sem o direito da gente falar. Dá direito deles fazerem o que quiserem nas retiradas. Tem viagens hoje em que as empresas estão tirando 50%. Tem viagem que o passageiro paga R$ 70 e nós recebemos R$ 30, R$ 35. Nós queremos que as plataformas tenham um limite. Até porque os carros são nossos, pneu, gasolina. E tudo está aumentando", afirmou.
O motoentregador Carlos Marx começou a trabalhar com aplicativos pouco antes da pandemia da Covid-19, em 2020, e diz que, desde então, a situação dos profissionais se tornou cada vez mais precária.
"A categoria está muito defasada há muito tempo e isso foi o que reuniu as pessoas. Entra sai ano e sai ano, e a taxa de quilometragem continua a mesma. Nosso serviço continua sendo essencial. A gente não entrega só alimentação, mas remédio, todo tipo de mercadoria, faz mover a economia da cidade, e não tem visto valorização", ponderou.