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Após países da Europa e da Ásia rejeitaram o pedido dos Estados Unidos de ajuda na guerra contra o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (17) que não precisa da ajuda "de ninguém" para seguir com o conflito.

Contexto: países europeus e asiáticos rejeitaram na segunda (16) o pedido Donald Trump para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz - via marítima no Oriente Médio por onde passam embarcações transportando cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural do mundo.
Trump disse que países da Otan, a aliança militar do Ocidente, não concordaram em "se envolver com nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã". Afirmou estar "desapontado" com a decisão, que chamou de "tola".

"Nós não precisamos deles (sócios da Otan), mas eles deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo", disse Trump durante encontro com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.
 
Antes, em sua rede social Truth Social, ele escreveu que "nós não precisamos mais, nem desejamos, a ajuda dos países da Otan" e do Japão, da Austrália e da Coreia do Sul — que também negaram o pedido de Trump.
"Aliás, falando como Presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso do mundo, NÃO PRECISAMOS DA AJUDA DE NINGUÉM!", escreveu Trump. "O mesmo vale para o Japão, a Austrália ou a Coreia do Sul".

Pedido recusado
 
No fim de semana, Trump pressionou aliados europeus e da Otan para que ajudassem a patrulhar o estreito de Ormuz. O Irã afirma controlar o canal e tem atacado embarcações comerciais que passam por lá.

Veja abaixo o que os países disseram na segunda (16) sobre o apelo de Trump:

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou na segunda que a Alemanha não participará com suas forças armadas da segurança do Estreito. "O que Trump espera de um punhado de fragatas europeias que a poderosa Marinha dos EUA não possa fazer? Esta não é a nossa guerra, nós não a começamos", disse Pistorius;

Já o chanceler da Itália, Antonio Tajani, afirmou que a diplomacia é o caminho certo para resolver a crise no Estreito de Ormuz e que não há missões navais em que a Itália esteja envolvida que possam ser estendidas à região;

Um porta-voz do governo da Grécia declarou que seu país não se envolverá em operações militares no Estreito de Ormuz.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou ainda não ter decidido se atenderá ao pedido de Trump, mas disse estar dialogando com aliados para tentar "bolar um plano" para garantir a segurança no Estreito de Ormuz.

A França ainda não havia respondido à pressão de Trump, mas o presidente francês, Emmanuel Macron, já disse anteriormente que trabalha com países parceiros em uma possível missão internacional no estreito. Macron afirmou, no entanto, que isso só ocorreria quando os combates diminuírem.

A Coreia do Sul afirmou que “tomou nota” do pedido de Trump e que “coordenará de perto e analisará cuidadosamente” a situação com os EUA.

Petroleiros começaram a 'passar aos poucos', diz Casa Branca
 
O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse à emissora "CNBC" nesta terça-feira (17) que petroleiros estão "começando a passar aos poucos" pelo Estreito de Ormuz, reiterando a posição do governo Trump de que a guerra com o Irã deve durar semanas, e não meses. Hassett, no entanto, não deu mais detalhes.

Irã sinaliza abertura parcial do Estreito de Ormuz

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que um grupo de embarcações de “diferentes países” já foi autorizado a passar, sem dar detalhes. O Irã afirmou que o estreito está aberto a todos, exceto aos Estados Unidos e seus aliados.
 
Araghchi acrescentou que “não vemos razão para conversar com os norte-americanos” sobre uma forma de encerrar a guerra. Ele também disse que Teerã “não tem planos de recuperar” o urânio enriquecido que ficou sob escombros após ataques dos EUA e de Israel no ano passado.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"