
Agosto e setembro são considerados meses de alerta pelas condições climáticas propícias e pelo período de reprodução desses animais.
Mais de 800 ataques de escorpião foram registrados Natal entre os meses de janeiro e junho deste ano, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Ao todo, 853 pessoas procuraram atendimento médico na rede de saúde da capital após serem picadas.
Os dados foram divulgados como alerta para os meses de agosto e setembro, período em que o número de incidentes aumenta tradicionalmente, em função de condições climáticas propícias e também pelo período de reprodução dos aracnídeos.
Por conta disso, há um pedido da SMS para que a população reforce os cuidados e medidas de prevenção para evitar acidentes com esses animais peçonhentos.
Tipo mais comum é o escorpião amarelo
Em Natal, a espécie mais comum encontrada é o escorpião-amarelo-do-nordeste (Tityus stigmurus), segundo a SMS. Essa espécie pode se reproduzir por partenogênese (reprodução assexuada na qual o embrião se desenvolve sem a participação do macho).
A gestação geralmente dura três meses, e os escorpiões podem se reproduzir de 2 a 3 vezes ao ano, dependendo da disponibilidade de alimento, variação climática, abrigo e predadores.
Os escorpiões são animais de hábitos noturnos e muito sensíveis às mudanças climáticas e a vibrações no ambiente, o que faz com que eles saiam dos seus esconderijos e acabem entrando nos imóveis a fim de abrigo e alimento, explicou a SMS.
Como prevenir
Segundo a SMS, algumas medidas preventivas podem evitar acidentes com esses animais, como:
afastar camas, berços e móveis das paredes;
vedar ralos dos banheiros e cozinha (quando não usados);
aplicar água sanitária nos ralos à noite;
vedar frestas nas paredes, piso, portas e janelas;
verificar tomadas, buracos, brinquedos, calçados e qualquer objeto ou situação que possa servir de alojamento para escorpiões.