
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o acordo nuclear firmado em 2015 entre o governo de Barack Obama e o Irã. O pacto previa limitar o programa nuclear iraniano em troca da retirada de sanções internacionais.
A fala ocorre dois dias desde os primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel ao país. Desde 28 de fevereiro, bombardeios atingiram alvos ligados ao regime iraniano, incluindo integrantes da cúpula militares -- entre eles o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Nesta segunda-feira (2), Trump disse estar "muito feliz de ter derrubado o horrível acordo nuclear" firmado pelo ex-presidente Barack Obama com os iranianos. A saída dos EUA ocorreu em 2028, durante seu primeiro mandato.
O acordo tinha como objetivo reduzir a capacidade nuclear do Irã e evitar a produção de bomba atômica. Em troca, países que impunham sanções econômicas suspenderiam as restrições financeiras e comerciais.
Críticos do pacto, entre eles Israel, afirmam que parte dos recursos liberados foi usada pelo regime iraniano para financiar grupos armados no Oriente Médio.
Como resultado da retirada dos EUA do acordo, o Irã retomou o programa nuclear e passou a enriquecer mais urânio, desta vez sem qualquer fiscalização.
Acordo selado em 2015
O acordo para limitar o programa nuclear foi selado na Áustria, em 2015, com EUA, Irã e outros cinco países (Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Alemanha).
As negociações duraram cerca de 20 dias até a assinatura do texto final. Obama e o então presidente iraniano, Hassan Rohani, participaram da definição dos termos.
"Todos os caminhos em direção a uma arma nuclear estão cortados", disse Barack Obama na ocasião, após o acordo.