Levantamento feito pelo Metrópoles mostra que, diferente do prometido pelas companhias aéreas, o preço das passagens aumentou após cobrança.
Em 2017, as companhias aéreas alegaram que a cobrança por bagagem ajudaria a reduzir o preço das passagens dos voos. No entanto, oito anos depois, os dados mostram que a tarifa não teve o efeito esperado— e o valor dos bilhetes aéreos ficaram ainda mais caros.
Um levantamento feito pelo Metrópoles com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostra que apesar de as companhias aéreas brasileiras terem arrecadado cerca de R$ 6,95 bilhões com taxas de bagagem entre 2017 e 2025, a tarifa média das passagens domésticas não caiu no período.
Os dados mostram que o valor médio passou de R$ 552,51 em agosto de 2017 para R$ 650,91 em agosto de 2025, alta real, mesmo considerando quedas temporárias durante a pandemia.
O debate sobre a cobrança de bagagem voltou à tona com a tentativa de implementação de taxas adicionais para a bagagem de mão, além da tradicional cobrança pela mala despachada. No Congresso, tramita um projeto de lei que busca proibir essas cobranças extras, obrigando as companhias a incluir pelo menos uma bagagem de mão no valor do bilhete.
Nessa terça-feira (21/10), a Câmara dos Deputados aprovou a urgência do projeto, que agora poderá ser analisado diretamente no plenário, sem necessidade de passar por comissões temáticas.
A proposta ganhou destaque após reclamações de consumidores e notificações do Procon-SP, que aponta falta de transparência e confusão nos preços anunciados.