
O orelhão, telefone público que está com os dias contados, faz parte das ruas brasileiras há décadas e se tornou um símbolo nacional. O aparelho perdeu espaço com a popularização do celular, mas já foi essencial para milhões de pessoas.
A história do orelhão começa em 1971 com um projeto de Chu Ming Silveira, arquiteta que nasceu na China e cresceu no Brasil.
Inicialmente, o telefone funcionava com fichas telefônicas, moedas que, mais tarde, foram substituídas por cartões. A alternativa são as chamadas "a cobrar", que descontam o valor de quem recebe as ligações.
Os orelhões eram usados com muita frequência até o começo dos anos 2000, quando boa parte da população não tinha telefone em casa. A cabine funcionava como um meio rápido de comunicação.
A partir deste mês de janeiro, os orelhões começarão a ser retirados das ruas. Hoje, há cerca de 38 mil desses aparelhos nas ruas brasileiras, segundo Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).