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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (19), na reunião inaugural do "Conselho da Paz", que o Irã precisa chegar a um "acordo significativo" nas negociações com os EUA nos próximos dez dias. Caso contrário, "coisas ruins acontecerão".
 
Ele afirmou que Washington "terá que dar um passo além" se não houver acordo. "Vocês provavelmente descobrirão nos próximos dez dias", disse.

A presença militar americana no Oriente Médio aumentou. Os EUA estariam preparados para atacar o Irã já neste fim de semana. Trump, porém, ainda não decidiu se autoriza a ação. As informações foram publicadas pela imprensa americana, como CNN, CBS e o jornal The New York Times.
 
O Wall Street Journal informou na quarta-feira (18) que Trump foi apresentado a opções militares, "todas projetadas para maximizar os danos". Segundo o jornal, autoridades americanas não identificadas disseram que há a possibilidade de uma campanha para "matar dezenas de líderes políticos e militares iranianos", com o objetivo de derrubar o governo.

Estados Unidos e Irã retomaram recentemente negociações sobre o programa nuclear iraniano, mediadas por Omã. Trump já vinha ameaçando ação militar após a repressão violenta a manifestantes em janeiro.

Uma segunda rodada ocorreu na terça-feira (17), em Genebra. A Casa Branca informou que houve "pequenos avanços" diplomáticos.

"Seria muito sensato da parte do Irã fechar um acordo com o presidente Trump e o governo", disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
 
Na quarta-feira, em publicação na rede Truth Social, Trump voltou a sugerir um possível ataque ao Irã. Ele alertou o Reino Unido contra a renúncia à soberania sobre as Ilhas Chagos, no Oceano Índico.

"Caso o Irã decida não fazer um acordo, pode ser necessário que os Estados Unidos usem Diego Garcia e a pista aérea em Fairford para erradicar um possível ataque de um regime altamente instável e perigoso", escreveu, citando a base aérea em Diego Garcia, nas Ilhas Chagos.

Retirada de pessoal

Segundo a CBS, o Pentágono começou a retirar parte do pessoal do Oriente Médio. A medida seria preventiva, diante de possíveis ações ou contra-ataques iranianos. Parte dos militares segue para a Europa e para os Estados Unidos.

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, pediu nesta quinta-feira que cidadãos poloneses deixem imediatamente o Irã. Também orientou que, "em hipótese alguma", alguém viaje para o país. Segundo ele, a possibilidade de conflito armado é "muito real".

"Daqui a algumas horas, daqui a 12 horas ou a algumas dezenas de horas, ninguém poderá garantir opções de retirada", disse Tusk. "Aconselho a todos a levarem isso muito a sério."

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"