Brasil
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu nesta quinta-feira (19) manter o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) na relatoria do projeto Antifacção, enviado pelo governo ao Congresso em outubro.

A proposta já passou pela Câmara, mas voltou para nova análise dos parlamentares após os senadores alterarem o conteúdo do texto.

O projeto passou a trancar a pauta da Câmara nesta quinta. Com isso, outras proposições ficam paradas, esperando a análise do texto. A expectativa é de que o projeto seja votado na próxima semana, já que tanto governo, quanto oposição querem analisar a proposta.
 
Derrite era Secretário de Segurança Pública de São Paulo, governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro de Jair Bolsonaro.
 
Os governistas pressionavam pela troca na relatoria da matéria, já que Derrite é de oposição e promoveu mudanças que “desfiguraram” o projeto, segundo a base.

Relatoria já foi contestada
 
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que Motta comete um “novo erro” ao manter a relatoria com o opositor.

“Sua atuação já havia sido contestada por desfigurar o projeto original do governo…O resultado foi um texto inconsistente, que enfraquece o Estado e cria brechas que podem ser exploradas justamente pelas facções que se pretende combater”, afirmou pelas redes sociais.
 
O líder do PT na Casa, deputado Pedro Uczai (PT-SC) disse que o partido vai votar favorável à versão do texto aprovada no Senado, sob a relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), aliado do governo.
 
“O Senado fez a revisão e aperfeiçoou. Está um texto bom. Nossa bancada votou a favor do texto do Senado. É uma prioridade do governo e do Congresso Nacional”.

Já o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), comemorou a decisão.

“O Derrite reúne todas as condições para continuar sendo relator. Infelizmente o governo politizar a segurança pública, como vem fazendo sempre. A decisão do presidente da Câmara foi acertada", afirmou.

O projeto
 
A escolha de Derrite para relatar o texto causou incômodo no governo na primeira passagem do projeto pela Casa e estremeceu a relação de Motta com o presidente Lula.

Derrite chegou a apresentar seis versões do projeto e foi criticado pela base por supostamente tentar enfraquecer a Polícia Federal.

A proposta foi para o Senado e lá, sob relatoria do senador Alessandro Vieira, voltou a ficar parecida com a versão desejada pelo governo.
  
Agora, os deputados analisam as mudanças feitas pelo Senado e podem retomar a proposta original, votada na Câmara em 2025 ou acatar as alerações feitas pelos senadores.
 

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"