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A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu nesta quarta-feira (24) o terceiro suspeito de participação no atentado que matou o assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais e deixou ferido o vereador Cabo Deyvison, em Mossoró, no último dia 15 de junho.

Segundo a corporação, o investigado foi identificado como Wilson Mariano da Silva Filho. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça após representação da Polícia Civil, que afirma ter reunido elementos apontando a participação dele no crime.

Outros dois homens suspeitos de participação no atentado foram presos no Ceará, na tarde de terça-feira (16). Ambos são naturais do Rio Grande do Norte, mas têm bases no estado vizinho. A polícia apreendeu o carro usado na ação, um fuzil calibre 5.56 e uma pistola .40.
 
De acordo com a Polícia Civil, as investigações sobre o atentado seguem em andamento para esclarecer a dinâmica do crime e identificar eventuais coautores e mandantes.

Retaliação de facção criminosa
 
A Polícia Civil afirmou, em entrevista coletiva na sexta-feira (19), que o atentado contra o vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL), que terminou com a morte do assessor dele, Alyson Dyego de Oliveira Morais, foi uma retaliação de facções criminosas pela atuação do parlamentar contra esses grupos.

Segundo os investigadores, o crime teria sido planejado e executado por integrantes de uma facção criminosa.

A informação foi confirmada pelo diretor da Divisão de Homícios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró, delegado Márcio Lemos.

Os agentes também descobriram um esconderijo utilizado pelos investigados no bairro Maísa, em Mossoró.

De acordo com os investigadores, o planejamento começou dias antes do ataque. O veículo utilizado pelos criminosos chegou a Mossoró dois dias antes do atentado.

A investigação também apontou que os R$ 10 mil encontrados em uma movimentação bancária no celular de um dos suspeitos seriam destinados ao custeio das despesas dos envolvidos na cidade até a execução do crime.

Digitais ligam suspeitos ao carro usado no ataque
 
Exames papiloscópicos feitos pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) identificaram impressões digitais dos dois homens presos no interior do carro usado no atentado.

De acordo com o diretor-geral da Polícia Científica do RN, Marcos Brandão, os laudos confirmaram a presença dos suspeitos no veículo utilizado pelos criminosos.

"A gente conseguiu encontrar as impressões deles no interior do veículo e esse exame é muito melhor até que o DNA, porque a impressão digital é única e exclusiva. Então, só o indivíduo, mesmo que seja irmão gêmeo, só ele tem aquela impressão digital", acrescenta Brandão.

O caso
 
O ataque contra o vereador Cabo Deyvison, de 37 anos, ocorreu por volta das 22h de segunda, enquanto o parlamentar aguardava do lado de fora da UPA de Alto de São Manoel, em Mossoró, acompanhando uma mulher e uma criança que havia sido mordida por um cachorro.
 
O vereador estava fazendo uma transmissão ao vivo quando um veículo passou pelo local e os ocupantes atiraram diversas vezes contra o político.

O assessor do vereador, Alyson Dyego de Oliveira Morais chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Cabo Deyvison recebeu os primeiros atendimentos na UPA e foi transferido de ambulância para o Hospital Regional Tarcísio Maia. Depois, ficou internado no Hospital da PM, também em Mossoró.

Em nota divulgada nas redes sociais, a equipe de Cabo Deyvison lamentou a morte do assessor. "Neste momento de dor e preocupação, pedimos orações pela recuperação de Cabo Deyvison e pela família da vítima", diz o texto.

Deyvison Thalles Martins do Nascimento, conhecido como 'Cabo Deyvison', foi eleito vereador pela primeira vez em 2024. Ele é policial militar no Ceará desde 2013 e está licenciado para exercer o cargo de vereador na Câmara dos Vereadores de Mossoró.

O delegado Renato Oliveira, responsável pelo caso, classificou o atentado como bárbaro e ressaltou que a ação colocou em risco pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde da UPA.

"É uma atitude extremamente violenta e criminosa que precisa de uma resposta", afirmou.
 
 

G1 RN
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"