
A poupança ainda é uma aplicação popular no Brasil. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, em 2024, cerca de 23% dos investidores do país aplicaram dinheiro nela.
No primeiro semestre de 2025, as cadernetas de poupança perderam quase R$ 50 bilhões em aplicações.
Sempre que as dívidas apertam, a vendedora Ana Paula dos Santos recorre à única reserva que ela tem: a poupança.
“Não guardo muito, mas o pouco que tem dá para suprir na necessidade”, conta.
A poupança é o investimento preferido da população. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, em 2024, cerca de 23% dos investidores do país aplicaram dinheiro nela. 32 milhões de pessoas investiram exclusivamente na poupança. A aplicação está rendendo 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial, o que dá hoje 0,67% ao mês.
Em junho, os brasileiros depositaram 2,1 bilhões a mais do que sacaram. Mas, no balanço do ano, saiu mais dinheiro do que entrou na aplicação. De janeiro a junho de 2025, os depósitos somaram R$ 2,07 trilhões - um dinheirão! Mas os saques foram ainda maiores: R$ 2,12 trilhões, um saldo negativo de R$ 49,64 bilhões. No mesmo período de 2024, essa diferença ficou em cerca de R$ 3 bilhões negativos. A última vez que o Brasil teve um saldo positivo entre saques e depósitos na poupança foi em 2020.
O dinheiro da poupança também funciona como um termômetro de como anda a saúde financeira do brasileiro. Segundo economistas, o aumento dos saques pode indicar que as famílias estão mais endividadas.