
Em 2002, o Brasil comemorou um dos momentos mais marcantes de sua história esportiva: a conquista do pentacampeonato mundial de futebol, com a vitória sobre a Alemanha e dois gols de Ronaldo na final da Copa do Mundo.
Mas, enquanto a seleção fazia a festa no Japão, os brasileiros conviviam com um cenário econômico desafiador.
Era um período de inflação elevada, dólar em disparada, juros altos e muitas incertezas por conta das eleições presidenciais que levariam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto pela primeira vez.
Ainda assim, quem viveu aquela época provavelmente se lembra da sensação de entrar em uma padaria, abastecer o carro ou comprar um ingresso de cinema pagando valores que hoje parecem irreais.
Por isso, o g1 reuniu algumas curiosidades sobre 2002 para relembrar como era o Brasil no ano do penta e entender por que comparar preços do passado com os de hoje exige olhar também para a inflação e o contexto econômico.
Preços menores não significam poder de compra
À primeira vista, os valores cobrados há mais de duas décadas chamam a atenção.
O litro da gasolina, por exemplo, custava em média R$ 1,77. O etanol saía por cerca de R$ 0,94 e o diesel por R$ 1,07, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O carro zero-quilômetro mais barato do país era o Fiat Uno Mille de três portas, vendido por R$ 13.577.