Saúde
saude-natal

Prefeitura e empresas contratadas dizem que vão denunciar Sinmed e Coopmed por coação a profissionais após início de novos contratos.

Pelo segundo dia consecutivo, a população de Natal enfrentou incertezas quanto ao atendimento médico nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A Secretaria Municipal de

Saúde (SMS) reconheceu nesta terça-feira (2) que houve falhas nos plantões médicos nas unidades e atribuiu a ausência de médicos à pressão do sindicato.

Nesta terça-feira (2), postos como Nordelândia e Pompéia, na Zona Norte, amanheceram sem todos os médicos previstos na escala. Também foram registradas ausências de profissionais nas UBS Jardim Progresso, Felipe Camarão 2, Vale Dourado e Alecrim.

Na UBS Panatis, onde quatro médicos costumam atender a população — dois do programa Mais Médicos e dois contratados via cooperativa — apenas um profissional estava em atendimento.

Em UPAs como a da Cidade da Esperança, a falta de pediatras no início da manhã comprometeu os atendimentos. Ao longo do dia, as escalas foram preenchidas, mas houve superlotação e demora no serviço.

O problema começou após a troca de contratos feita pela Secretaria Municipal de Saúde. Até domingo (31), a Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed) era responsável por preencher as escalas. Desde segunda-feira (1º), duas novas empresas — Justiz e Proseg — assumiram o serviço em contrato emergencial com validade de um ano, que pode alcançar até R$ 208 milhões, dependendo da prestação de serviços ao longo do período.
 
O secretário Geraldo Pinho afirmou que, além de problemas nas escalas das empresas contratadas, médicos foram pressionados pelo Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed) e pela Coopmed, antiga prestadora do serviço, a não assumir os atendimentos.

Segundo ele, médicos que haviam confirmado presença em escalas desistiram minutos antes do início dos plantões. “Isso não é coincidência. Médicos estão sendo ameaçados, coagidos, assediados a não assumir pela empresa nova. A secretaria não vai ceder à chantagem”, disse.

O presidente do Sinmed Geraldo Ferreira disse que a acusação de coação é inverídica. "O sindicato é representação, voz e defesa, o sindicato não resolve nada, quem resolve são as assembleias", disse.

Em assembleia realizada na segunda-feira (1º) os médicos decidiram pela paralisação das atividades no município.

A SMS informou que, junto com as novas contratadas, vai denunciar o Sinmed e a Coopmed ao Ministério Público por coação e chantagem.

 

G1-RN
0 Comentários
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Receba todas as noticias em seu WhatsApp

Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"