
O carnaval de 2026 foi marcado pela festa das campeãs do Grupo Especial no Rio de Janeiro e em São Paulo, multidão de foliões em megablocos pelo país e treta por causa dos congestionamentos no circuito Barra-Ondina, em Salvador. Entre polêmicas, comemoração e fantasias irreverentes nas ruas, a festa mostrou sua potência (e também seus desafios).
🎉Veja abaixo o que marcou a folia pelo país.
Viradouro é campeã no Rio com homenagem a Mestre Ciça
A Unidos do Viradouro conquistou o título do carnaval 2026 no Rio de Janeiro. A Vermelha e Branca de Niterói chegou ao quarto campeonato com o enredo “Pra cima, Ciça!”, exaltando em vida o mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, de 69 anos.
O desfile foi marcado por emoção e surpresas. Na comissão de frente, o próprio Ciça apareceu encenando momentos de sua trajetória no samba. Em uma estratégia coreográfica, deixou a avenida de moto e retornou mais tarde para reger a bateria no carro alegórico final, recriando imagem histórica da escola.
A Viradouro somou 270 pontos e superou Beija-Flor e Vila Isabel na classificação geral.
Mocidade Alegre campeã do carnaval de SP
A Mocidade Alegre foi consagrada campeã do Grupo Especial do carnaval de São Paulo. Com 269.8 pontos, conquistou o 13º título, consolidando-se como a segunda escola mais vitoriosa do carnaval de São Paulo, atrás apenas da Vai-Vai.
Com o enredo “Malunga Léa - Rapsódia de uma Deusa Negra”, a Mocidade fez uma justa homenagem à atriz Léa Garcia, retratando na avenida o seu pioneirismo e o protagonismo negro. Léa fez história no país e no mundo com seus papéis, como na novela “Escrava Isaura”.
Em segundo lugar, com um décimo a menos, 269.7, ficou a Gaviões da Fiel. Em terceiro, a Dragões da Real, com 269.6.
Tapa-sexo de Virgínia descola na Sapucaí
A estreia de Virgínia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio foi marcada por imprevistos. Durante o desfile, o tapa-sexo começou a descolar, exigindo que a influenciadora sambasse com mais cuidado.
Antes disso, ela já havia retirado o costeiro de 12 quilos após relatar dores. Em live antes de entrar na avenida, afirmou que precisou reforçar a fixação da fantasia com fita.
Virgínia terminou o desfile sem parte do figurino. A Grande Rio tirou nota 29,9 no quesito fantasias, sendo 10 das juradas Mariana Maia e Cátia Vianna, e 9,9 de Pryscila Dias. O jurado Paulo Paradela deu a menor nota de todos, 9,8. Essa foi descartada, como prevê o regulamento.
Policiais fantasiados prendem suspeitos em blocos
De Scooby-Doo a personagens de “Casa de Papel”, policiais civis se infiltraram em blocos pelo país para prender suspeitos durante o carnaval.
Em São Paulo, agentes fantasiados prenderam três pessoas por furto de celulares no Centro. No Rio, policiais caracterizados como Jason e Capitão América, com apoio de drone, prenderam uma dupla com cinco aparelhos furtados. Segundo a Polícia Civil, os dois somam 29 anotações criminais.
No Ceará, agentes vestidos como foliões cumpriram mandado de prisão por homicídio durante uma festa em Barbalha.
Megablocos arrastam multidões em SP e no Rio
No Rio, o Fervo da Lud levou 600 mil pessoas ao Centro, segundo a Riotur. Com o tema “Ritmos do Brasil”, Ludmilla misturou funk, pop, samba e axé em um trio que transformou a Rua Primeiro de Março em pista de dança. O desfile teve participações especiais e foi interrompido em alguns momentos por causa de furtos e brigas.
Em São Paulo, o bloco da Pabllo Vittar reuniu milhares de pessoas no Parque Ibirapuera sob calor de 33°C e contou com participação do grupo sul-coreano NMIXX. Bombeiros realizaram atendimentos frequentes a foliões que passaram mal.
Memes viram fantasia nas ruas
O carnaval de rua de São Paulo também foi marcado por criatividade e humor. Foliões levaram para os blocos fantasias inspiradas em memes e temas da internet, como “Gretchen harmonizada”, o medicamento “Mounjaro” e protestos do jogo Roblox.
Casais apostaram em trocadilhos, e teve muita gente levando referências à cultura pop e à nostalgia, como um Fiat Mille na cabeça.
Já em Olinda, a "Perna Cabeluda", o Cinema São Luiz, o orelhão amarelo e a dúvida do "raparigou ou não raparigou" ganharam as ruas com uma coisa em comum: todas essas fantasias foram inspiradas em elementos do filme "O Agente Secreto". Os foliões reforçaram a torcida pelo Oscar, premiação em que o longa de Kleber Mendonça Filho concorre em quatro categorias.