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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não julgou até agora nenhum recurso relacionado à cassação de mandatos de prefeitos eleitos em 2024, mas na primeira instância já chega a seis o número de prefeitos cassados no Rio Grande do Norte, aproximando-se do número de eleitos em 2020, que acabaram perdendo mandatos – sete prefeitos.

“Não tivemos ainda nenhum processo julgado na segunda instância”, confirmou o secretário Judiciário do TRE, João Paulo de Araújo.
Os prefeitos cassados por decisão de primeira instância no decorrer de 2025 são Felipe Menezes, em Lajes; Maria Erenir de Lima, em Maxaranguape; Cletson Rivaldo de Oliveira, em Equador; Hindemberg Pontes de Lima, em Marcelino Vieira; Antonio Marcolino Neto, em Montanhas e José Adolfo da Silveira Neto, em Francisco Dantas.

Todos eles continuam nos exercícios dos cargos até o julgamento definitivo de ações movidas pelo Ministério Público Eleitoral, contra partidos e ex-candidatos, principalmente por abusos de poder político e econômico durante a campanha eleitoral.

Para o advogado Thiago Cortez a Justiça Eleitoral é muito criteriosa na hora de julgar processos de cassação de mandatos eletivos em respeito a vontade do eleitor: “Tem que ter muita prova, tem que ser cabal a afirmação e a prova. Então, por si só, isso já é muito complicado para cassar o mandato. A vontade popular só pode ser desfeita com uma coisa muito consistente.

Thiago Cortez afirma que a Justiça Eleitoral “continua rígida”, principalmente no Rio Grande do Norte. “Um exemplo que se pode ter, que não diz respeito a prefeitos, são as cassações por fraude à cota de gênero. Vencendo o carro-chefe das eleições, das últimas duas eleições”, disse.

Cortez afirmou, ainda, o baixo número de prefeitos cassados – menos de 4% dos 167 no Estado, não quer dizer que falta celeridade ao andamento julgamentos de processos, que têm prazos. “O tempo de processo, se demorar um ano, é muito. Demora mais um pouco no TSE, mas entre a justiça do primeiro grau e o TRE do Rio Grande do Norte, tem andado bem.”, disse.

Já o advogado Wlademir Capistrano acha que “em relação a esses ilícitos, como compra de voto, abuso de poder, os candidatos estão mais cuidadosos em tentar não cometer esse tipo de ilícito eleitoral. Por isso é que possam estar diminuindo a quantidade de cassações”.

Wlademir Capistrano disse que um ponto que a Justiça Eleitoral tem tido muito atenção é a fraude à cota de gênero, “o que se exige que os partidos tenham cuidado de evitar candidatura laranja e infelizmente os partidos ainda não perceberam a gravidade disso e continuam insistindo por isso é que está tendo tanta cassação”.

Capistrano reforçou que a Justiça Eleitoral “está dando um recado muito claro, que não vai tolerar fraude à cota de gênero e os partidos tem que se adequar a isso, porque ainda não se conscientizaram desse problema”.

E concluiu: “Os partidos continuam ainda não encarando isso como um assunto que tem que ser resolvido com o aumento da participação das mulheres na política e não inventando candidaturas laranjas”.

Tribuna do Norte
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"