
Piloto diz ter transportado ao menos 30 vezes Roberto Leme, mais conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”.
O piloto de aeronaves Mauro Mattosinho contou em entrevista ao ICL Notícias que um voo com integrantes da família do empresário Roberto Leme, acusado de operar uma rede de lavagem de dinheiro do PCC, foi marcado três dias antes da mega-operação da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo que revelou o esquema da organização criminosa.
Mattosinho trabalhou na TAP (Táxi Aéreo Piracicaba), entre novembro de 2023 e setembro deste ano. O piloto afirma ter transportado ao menos 30 vezes Roberto Leme, mais conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”. Ambos são apontados como líderes do esquema que atendia ao PCC e estão foragidos da Justiça.
Procurada, a defesa de “Primo” informou que não irá se manifestar. Já o advogado de “Beto Louco”, Celso Vilardi, não retornou os contatos.
Realizadas simultaneamente, as operações Operação Carbono, do MP-SP, e Quasar e Tank, da PF, foram deflagradas no dia 28 de agosto, uma quinta-feira. As investigações têm como o foco um suposto esquema de fraudes bilionárias fiscais no setor de combustíveis e o uso ilegal de fundos de investimentos da Faria Lima.
No dia 25 de agosto, uma segunda-feira, Mattosinho afirmou que foi avisado em um grupo interno da TAP, que a família de Beto Louco havia marcado um voo para o Uruguai no dia 27 de agosto, véspera da deflagração das 3 megaoperações.